Quem Teme Ao Amazon Feroz?

Quem Teme Ao Amazon Feroz?

No Brasil, o mercado de livros eletrônicos nasceu timidamente há pouco mais de três anos. No entanto, foi a chegada da Amazon e o início da venda do Kindle, em dezembro do ano de 2011, o marco que marcou um antes e um depois no mundo do livro-mail em nosso país.

Sua chegada permitiu dinamizar a venda de livros eletrônicos, Os leitores acessaram uma maior oferta do que a existente até esse momento, descobrindo, assim, o potencial da leitura digital. O eReader da Amazon passou de ser um dispositivo para os early adopters (os usuários que testam antes de mais ninguém dos avanços tecnológicos) para um produto que se anuncia na televisão.

Falar de edição digital é falar da Amazon. A empresa de Jeff Bezos conseguiu, em poucos anos, revolucionar o comércio eletrônico de livros impressos e foi inventado o modelo de negócio mais bem sucedido dos livros de download. Este sistema, na aparência simples, foi muito difícil de copiar. Nos Estados Unidos, somente a Barnes&Noble foi possível realização de vôos cara, conquistando a segunda posição em participação de mercado, graças à integração de seu dispositivo Nook com suas lojas físicas e, portanto, a conexão com milhares de clientes fidelizados.

Um caso semelhante foi o da Kobo, que com uma boa estratégia de internacionalização e de associação conseguiu ser o terceiro em discórdia. Em Portugal, nenhuma das livrarias online foi capaz de replicar o modelo, basicamente porque se centrar no usuário não é fácil. O resultado até agora tem sido de que seus dispositivos são mais caros e de pior qualidade, a compra é mais complicada, o DRM da Adobe é mais complexo e a maioria dos sites são pouco amigáveis. A isto há que acrescentar que os investimentos são mais modestas e a experiência mais limitada.

a corrida contra a Amazon é uma tarefa quase impossível, se não se coloca através da inovação. Ao igual que em outros países europeus, em Portugal, o preço dos livros o fixa o editor, o que impede as livrarias fazer promoções. Isto é, independentemente de onde se comprar um livro, deve custar igual em todos os pontos de venda, salvo por 5% de desconto que permite a lei.

no entanto, em pouco tempo vimos como a Amazon tem sido capaz de reinterpretar a lei do preço fixo para quebrar a igualdade de preços com seus concorrentes. O que a lei define é que o preço é fixo, mas não é estático. Se informa da mudança de preço de ISBN (Número Padrão Internacional de livro) para que todos os distribuidores digitais e as livrarias online possam oferecê-lo ao mesmo preço, é totalmente legal.

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E aqui é onde entra a picaresca e a pouca eficiência do sistema. Vejamos como funciona: o editor deve atribuir um ISBN para cada formato de livro que publicar. Ou seja, um diferente para o livro que é comercializado em papel, outro para o formato ePub (o usado em quase todas as livrarias online) e outro para o formato mobi (o que vende Amazon).

Às vezes se tem a sensação de que o mundo perfeito seria um Amazon, sem editores, onde os autores pudessem autopublicar seus trabalhos. No entanto, se ignora que, uma vez que a Amazon tenha desintermediado, os editores, nada o impede de subir as margens com os que trabalha. Se isso ocorrer, deixaria os autores, em uma posição pior do que a que têm ao publicar suas obras, sem a intermediação dos editores. Que a comunidade seja um bom recurso para muitos autores não significa que o seja para todos.

Em qualquer caso, não se pode ser o melhor em tudo. O esforço da Amazon por ser o melhor em seu modelo de leitura e no mercado de massa (mais vendidos e ficção sobre tudo) abriu espaços e oportunidades para outros atores com diferentes modelos baseados na inovação.

Joana

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