A Bolha Do Empreendimento

A Bolha Do Empreendimento

Depois de a bolha financeira e da bolha imobiliária, as quais estão ainda por digerir, já se ouvem muitas vozes que nos alertam de que a próxima bolha económica vai ser a bolha do empreendimento. O empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento em geral, e para o desenvolvimento económico, em particular.

o Governo informou recentemente sobre os primeiros resultados da Estratégia de Empreendedorismo e o Emprego jovem. No entanto, o empreendedorismo não é ter um negócio próprio. Ter o próprio negócio é uma fórmula administrativa, que no seu caso poderia ser adotada por um empreendedor individual. Esses erros de conceito, juntamente com ações e regulamentação incorretas ou mal orientadas, podem provocar, como em ocasiões anteriores, resultados nefastos e previsíveis que devemos evitar.

Podemos imaginar com facilidade o cenário desolador do estouro de uma bolha do empreendimento. É necessário um sistema de empreendimento que ajude efetivamente os empreendedores e empreendedoras, especialmente os mais fracos. Um pequeno negócio, onde já existem três estabelecimentos similares, não parece ser um empreendimento muito promissor, por muito que se inove em detalhes ou se conecte a redes sociais. Tudo vai depender do esforço e constância, mas alguém deve alertar para o risco evidente e reorientar a uma alternativa bem-sucedida.

Há que alertar particularmente sobre os grandes projetos de órgãos públicos, que devem ser dirigidos por profissionais de reconhecida solvência, contar com meios adequados e ser avaliados criticamente, pois um fracasso de tais empenhos representa um desastre para o erário público. Isto não só se aplica a obras de infra-estruturas, mas a centros tecnológicos, parques industriais e programas de gerenciamento. No entanto, empreender não é flor de um dia.

São novos tempos. Além de ser novos tempos, os tempos são diferentes. Soluções que havíamos aplicado no passado, agora não são totalmente válidas. No entanto, não somos novatos nem somos totalmente ignorantes perante os novos desafios. Há muitas coisas que sabemos em relação ao empreendimento, tanto individual, como de grandes projetos coletivos.

  • 3 ► Modelo de atacadista ou distribuidor
  • Avenida Manuel Córdova Galarza
  • Incitando macho
  • 2 Desenvolvimento 2.1 Primeiro colapso
  • Prospecção. – Investigação
  • 4 Igreja de São Francisco

Por exemplo, os empreendimentos de base tecnológica costumam gerar muito mais valor que outros empreendimentos menos sofisticados. Também costumam gerar muito mais emprego e de maior qualidade, tanto direto como indireto. Costumam ser, além disso, atividades mais competitivas e, portanto, os negócios mais sustentáveis e adequados à globalização. Em suma, duram mais, geram outros empreendimentos de valor e dão uma imagem de marca de qualidade no país.

É imprescindível promover o empreendedorismo de base tecnológica, para o qual é necessário treinamento, experiência, tecnólogos e tecnólogas, pesquisa e patentes. Outra coisa que sabemos é que os empreendimentos de caráter inovador, aumentam a sua quota de mercado em relação a seus concorrentes não tão inovadores. Além disso, permite-lhes aumentar bastante a sua produtividade, exportar mais e gerar mais emprego. Tudo isto é sabido e provado, portanto, que a inovação é indispensável para o empreendedorismo de sucesso. O paradigma de transferência de tecnologia tem mudado. De um modelo de pura transferência do conhecimento foi passado para um modelo de desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa tecnológica envolvendo pesquisadores e usuários desde o início.

Joana

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