O que Foi De Alex&Christina, O Casal Fugaz Que Fez ‘chás’ E Desapareceu?

O que Foi De Alex&Christina, O Casal Fugaz Que Fez ‘chás’ E Desapareceu?

O sucesso Chas e venho ao teu lado deste duo efêmero dos anos oitenta marcou toda uma geração. A imagem de uma jovem e sexy Christina Rosenvinge dançando de forma casual junto com o músico Alex da Noz permanece até hoje no imaginário coletivo da época.

no entanto, a aventura musical durou apenas dois anos. Quando dissolvidos em 1990, Alex&Christina empreenderam separadamente suas carreiras e nunca mais voltaram a trabalhar juntos. Mas, o que aconteceu para que este duo que é tão forte ligou-se com seus dois únicos discos partisse para sempre? “Eu fui expulso”, esclarece. Algumas palavras da Noz pronunciar sem ressentimento, apesar de que reconhece que a situação em seu momento foi um duro bebida que lhe tornou “uma pessoa que teve que lutar”.

no entanto, é inegável que tanto para ele como para Christina Rosenvinge daquela etapa juntos, vocês lançou para a fama, por isso é interessante lembrar como foi formada a banda. Vamos começar pelo início musicais de Álex. Enquanto Christina, madrilenha de pais dinamarqueses, fez seus primeiros passos no mundo da música e também a mais tenra idade.

Primeiro, no início dos anos oitenta, estreou como cantora na banda punk Ela e os Pneus, que também era integrante Toti Árvores. Posteriormente, Árvores e Christina reuniram-se com Vítimas da Noz para criar Magia Branca, uma experiência musical que combinava o estilo pop com toques funk, que só tirou um Maxi-EP de três músicas.

Árvores abandona o barco e é neste ponto da história, quando surge esta dupla tão lembrado do país. Rosenvinge e da Noz decidem mudar o nome artístico da banda, que passaria a se chamar Alex&Cristina, e criar um repertório de pop naíf de influência francesa, composto por dois integrantes. A oportunidade se concretizou com a publicação de seu primeiro single Mil mudanças de cor, produzido por Nacho Cano, com o que se apresentaram ante os meios de comunicação, que lhes deram uma boa acolhida.

Em seguida lançaram o álbum Alex&Cristina (1987), em que se incluía o tema mais emblemático do grupo: ¡ E venho ao teu lado. Esta foi a etapa mais apoteósica do grupo, considerado um dos precursores do Twee Pop -também conhecido como Tonti-Pop em Portugal. Após o divórcio do grupo, Rosenvinge continuou a sua trajetória em Christina e Os Subterrâneos.

Com o primeiro álbum de estúdio, Que me parta um raio, a artista começou a tecer uma linha feminista, inédita no rock daqueles anos, que nunca mais abandonaria. “Nos meus discos sempre houve essa carcaça feminista. Por exemplo, Alex&Christina. O souvenir é uma canção totalmente feminista; Christina e os Subterrâneos, o mesmo”, declarou a cantora e compositora em uma entrevista recente para A Vanguarda. No total, a cantora conseguiu publicar dez álbuns de estúdio.

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  • 1969: O anjo
  • Eu amo, que me abraces quando estamos deitados
  • Se você já teve e perdeu, traze-o de novo ao seu lado
  • Um fio rosa
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O último, Um homem loiro, apresentou no passado mês de março. Uma proposta que volta a despir o machismo onipresente na sociedade e que continua a sua consagração como uma reconhecida como compositora e cantora . Enquanto Álex de Noz voltou a conquistar o pódio da música em 1994 com a canção dá-me mais, versão da música “Give it up” de Steve Miller Band, que foi coroado como o número 1 de vendas. Além disso, trabalhou como músico para diversas bandas, como o Açúcar Mascavo e Mecano, e garante que nunca deixou de compor canções.

De fato, há poucos meses, ofereceu uma série de concertos em acústico. A Noz garante que gosta de compor canções simplesmente por amor à música. “Sinto-Me um pouco estúpido necessidade da aprovação do público”, ressalta. Uma das razões que explicaria que o artista não tenha dado muito nos palcos, como o fato de seu ex-cônjuge musical Alex&Christina.

Joana

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