É Um Problema Até Certo Ponto

É Um Problema Até Certo Ponto

É complicado não terminar hipnotizado após a primeira hora de jogo, a Horizon Zero Dawn, o novo jogo da Guerrilla Games. Este estudo holandês é conhecido por duas coisas: pela série Killzone, e porque sempre estrujan a consciência das capacidades de cada PlayStation para tirar uns gráficos apabullantes. As máquinas tomaram o mundo de Horizon Zero Dawn e tornaram-se ao ser humano em algo penoso: são supersticiosos, tribais e vivem presos. As feras robóticas são o principal entretenimento do jogo até que você se dá conta de que, após cumprir uma ou duas missões, você começa a ter uma “lista de compras” bastante grande de coisas para fazer.

Aloy é heroína e correveidile por igual, algo que caracteriza os heróis de muitos jogos de mundo aberto. É um problema até certo ponto. Aqueles que já tenham jogado a um FarCry dos três últimos que foram lançados, ou Sombras de Mordor, eles sabem perfeitamente que suruba de abordagem tem Horizon Zero Dawn.

Ao final, passa um pouco de fatura e faz com que as partidas se tornem algo repetitivas depois de uma ou duas horas de jogo contínuo. Felizmente, nem todo mundo joga este ritmo tão tóxico para os jogos que descansam boa parte de sua ciência, na repetição de situações. É complicado esse assunto, pois a concatenação de missões principais, secundárias, recados e outros objetivos pode ser contraproducente a par do que acopla. Ver que só lhe falta um elemento para poder levar mais flechas ou bombas incentiva você a olhar e estar 20 minutos caçando livremente animais e robôs.

  1. 2 Fletcher Tringham
  2. 1998 – Mikel Herzog: “O Que vou fazer sem você?”
  3. o tetris nas estantes repletas de revistas
  4. Marcial Muñoz: o cantábrico que inventou a Internet

Mas tem muitas missões que te fazem ir daqui para ali para cumprir alguns objetivos semelhantes o tempo todo sabe a pouco. Horizon não inventou a pólvora, mas pelo menos tem refinado muitos dos elementos que tomou emprestados de outros jogos. O combate é uma maravilha e ter que analisar e memorizar como age cada máquina é um desafio, mesmo passada, uma dezena de horas. O sigilo, como: é simples, e os inimigos, por vezes, parecem idiotas, quando elas tendem armadilhas, mas jogar alguém de um lancil nunca cansar. Este último aspecto é o mais original de Horizon Zero Dawn.

Não ser novidade nem ter reinventado mecânicas de exploração ou de combate acontecerá fatura de cara ao futuro. Não é um jogo memorável, que recordaremos como se lembram, The Last of Us, ou The Last Guardian, mas isso não significa que seja ruim em tudo. Aqueles que desejam estar entre 30 e 50 horas a explorar um mundo belo, com inimigos duros e com muitas coisas para fazer, aqui têm o seu jogo.

Métricamente, não há muito o que dizer, já que é um poema que não se adapta às fórmulas estabelecidas. Todas as estrofes são de 4 versos, mas apenas há rima. Apenas encontramos algumas asonancias muito suaves (balanço-grande, vá-falta, lembrar-suportar, pessoas-diferente). Combinam-Se versos de arte menor (pentasílabos, hexasílabos, septasílabos) e de arte maior (dodecasílabos, decassílabos, que, sem pautas fixas.

Joana

Os comentários estão fechados.
error: