Você Pode Arruinar Um ‘Corpo 10’ Em Apenas Um Minuto?

Você Pode Arruinar Um ‘Corpo 10’ Em Apenas Um Minuto?

Um mês e meio depois de perder 22 quilos em tempo recorde, faço um balanço. Como foi o verão com a minha nova anatomia? Ferido em uma cama de hospital, embriagando-se de antibióticos alucinogénios e pastillazos paliativos, recebo um e-mail de altas montanhas deste jornal. Me instam a escrever uma crônica feroz de meu verão; um suado diário de meus desenfrenos agora que perdi 22 quilos. Preso em um ‘delirium tremens’ de salas de cirurgia e nolotiles, eu imagino hordas de leitores, lá em Portugal, famintos de crutes (raspa): o

Se liga mais, com o peito firme e o rabo como um terremoto, a Shakira? O gin-tonic nos sai mais barato para os chulazos de bar? Após um emagrecimento express como o meu próprio, Ou seja: Você pode estar fibroso como uma estalactite em julho e pousar em setembro fez um morcón de Sánchez Romero?

Mas vamos começar a catástrofe no início. Depois de emagrecer tudo o adelgazable em três meses e prestação de contas de cada quilo em um blog de ‘o mundo.é’, enchi a mala de ‘lycras’ espumantes e sungas ínfimos, pequenos, e tomei um avião rumo a Tailândia. Sem mais propósito que amortizar a minha nova anatomia, comecei a colonizar Bangkok e os gotejantes pistas de dança, e se acaso algum templo que o outro nos tempos mortos. Reservei hotéis de muitas estrelas, com ginásios, como naves de ‘Star Trek’, e entre o vai-e-vem de parrandas de cervejas e procurei manter a salvo o meu rumbosa figura.

No quarto dia fui ao Phuket, uma violenta bacanal de praias e palmeiras chiam, para continuar desflorando minhas férias. Em Patong beach, uma cidade-disparate aturullada de ‘starbucks’ e turistas, eu apontei para um ginásio local por recomendação de um dançarino de lombos cimbreantes que havia conhecido na noite anterior. Encantado por aquela tromba de tétano e sujeira centenária, ‘oséase’ merda, inscrevi-me em uma classe de thai boxing para o dia seguinte.

Depois do meu lacerante rotina de exercícios, na maldita hora aluguei uma ‘scooter’ por quatro dólares e me adentré na montanha. Às 13.15 horas, com vento de poente e a céu aberto, uma curva de safada ali na costa me levou ao chão. Parte médico: abrasão nos braços, ombro e abdômen, ferida profunda no joelho direito. Tratamento: cerca de torpes curas de batalhão em uma sala de urgências e Ibuprofeno para a dor. O verão, de um ziguezague, tinha acabado de arrearme uma reviravolta atroz; e foi assim que me despedi do boxe e os amantes passageiros, do curry exuberante, grande quantidade de palmeiras e de ‘daikiris’.

72 horas depois, uma infecção como um torpedo começou a fermentar no meu joelho; quando a perna adquiriu sintomas de elefantiasis, me personé em um hospital em Phuket City, onde me operaram de urgência e me entraram sem piedade. Durante quatro dias infinitos como os anos solares me entreguei à leitura e às calorias. Porco com arroz no café da manhã, chocolate diabéticas para aliviar as madrugadas tropicais, pois é sabido que o cacau tudo o que pode, e de sobremesa, fosse a hora que fosse, macarrão.

Semelhante falta de culinária fez mossa no meu figura; a cada hora que passei de prisão hospitalar, como tantas 96, o corpo se me suou um pouco mais. Se me achicaron os bíceps, me enrugou o abdômen, ela sussurrou me a alma. E uma terça-feira, porque sim, eu parei de me olhar no espelho.

  1. Realiza dois lanches saudáveis
  2. 1 salada de escarola
  3. O grupo BBB ‘Lep Chang Kut’
  4. Não alimentar nossos depósitos de glicogênio
  5. Beber muita água (pelo menos 2 litros por dia)
  6. Para iniciar, nos colocamos de pé, com as pernas colocadas à largura dos ombros
  7. 3 Economia: a subsistência da ilha

Mas nada é eterno, e um bom dia, minutos antes de incubação de uma depressão severa, recebi alta. Nesta Portugal de pelusillas, foram massa dos desmancha-prazeres que me previram um tremendo efeito rebote. A pergunta está no ar, em corrillos, no coliseu do Twitter, sob os secadores de capacete de salões: Quanto tenho engordado após ‘acabar’ desafio ‘Um corpo 10 em 100 dias’?

A resposta, aqui: zero kg. Passou um mês e meio desde a minha infelicidade e recuperei da emoção, da testosterona e essa nervura de fibras que me apertam o peito como uma abóbada de cruzaria. Sei que muitos me teriam gostado ungido outra vez de gordura desmedido, parapetado em um McDonald’s. Mas, novamente, será, queridos meus. Martin Giacchetta, o treinador-milagre que operou minha transfiguração de cebón a querubim. Eis uma anedota.

Joana

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