Os Leões De La Alhambra Voltam Para O Seu Pátio Após A Restauração

Os Leões De La Alhambra Voltam Para O Seu Pátio Após A Restauração

O transporte é realizado às 12 horas e durou cerca de seis minutos. O “Leão nº 8,” teve que descer várias rampas instaladas para tal fim, até chegar a sua vez. Uma vez junto à fonte, um guindaste o descolgó do carro em que estava para descer milímetro a milímetro, até a sua posição.

Os técnicos tiveram que modificar a colocação após os ajustes e medidores de nível, até que se conseguiu a perfeição. As autoridades e alguns turistas que estavam no palácio aplaudiram a conclusão do processo. O leão já estava em casa. Os outros onze companheiros farão nesta semana, segundo anunciou a diretora do Patronato da Alhambra, Maria do Mar Villafranca, o mesmo trajeto. Por que o nº 8 e não qualquer outro leão? A resposta tem uma razão estética: “É o que apresenta uma melhor situação para ser retratado, e para que as câmeras reflitam o processo, sem medo ao típico luminoso”, disse um dos técnicos.

A figura mais linda, de 300 quilos de peso, foi instalada, uma espécie de teaser da nova imagem do Pátio dos Leões, que será completada com pavimento em mármore de Macael do pátio. Não creio que haja coisa igual em toda a Europa”. A instalação das doze peças culmina um processo que começou em 2007 e que contou com um orçamento de 2.160.000 euros. O princípio de autenticidade que tem guiado a intervenção dos leões foi notório o processo minucioso e detalhista que se seguiu na execução desta jóia escultórica.

  • 3 colheres de sopa de aveia integral
  • 2 copos de água
  • Jose a 2 de setembro de 2016 at 9:41
  • Press fechado

Embora os leões parecem ser iguais, agora você pode apreciar a multiplicidade de traços que os singularizan. Cada bloco de mármore foi minuciosamente escolhido em pedreira pelo artista para que os veios naturais da pedra resaltaran as formas arredondadas do leão e a modelagem de sua figura. A reprodução de seres animados é proibida pelo islã, daí o surgimento de leões na obra-prima da arte hispanomusulmán seja um mistério paradoxal. Recentes teorias apontam para uma origem judaica das peças ou indicam que durante o reinado de Muhammad V tornou-se moda o barroquismo, um estilo que combina com o dos leões.

Mimón, que reconhece que “a senhora em época de campeonato trabalha mais do que nós”, conta todos os anos com a inestimável ajuda de duas estudantes suecas. Nesta temporada, Lisa e Anne, de 21 anos, que, em troca de treinar e se dedicar ao cuidado dos animais, gostam de residência e comida de graça. Dedicam duas horas por dia para aprender espanhol. “Dispõem de uma bolsa de estudos. Como na cidade de Colmeia existe um centro gratuito de ensino de português para estrangeiros, tiram partido da sua estadia para estudar”, explica Teresa de Bourbon. “O problema é que chegam sem saber nem uma única palavra de português, mas falam muito corretamente o inglês”.

Mas a marquesa não quer estudantes de todos os países (se inclina sobre tudo por suecas e norueguesas), e sua decisão não é gratuito. Há alguns anos, por este sistema de intercâmbio cultural, foi uma jovem alemã que se apaixonou por um de seus filhos. O desespero chegou a tal extremo que o aluno terminou a sua estadia em O Canto da Cruz queimando o celeiro em cuja parte superior vivia seu filho, que teve que fugir por uma janela pequena.

Joana

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