O Site De 385 Quilos Que Queria Ser Bombeiro

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“Quando fiz sete anos me operaram de uma lesão nos testículos. Foi então quando os médicos me avisaram que meu metabolismo estava prestes a mudar”. 27 anos mais tarde, repousa na cama do quarto 412 do Hospital de Manises (Valência). O termômetro marca 31 graus centígrados. Um ventilador ao pé de sua cama o mantém fresco. É chamado Teófilo Rodrigues Peralvo. Chegou a pesar 385 quilos.

Terça-feira 21 de agosto. 9.30 da manhã. Teófilo, de 34 anos, acorda atordoado depois de ter passado uma dura noite conectado a uma máquina que o ajuda a respirar. Tem fome. Seu pequeno-almoço espera por você em uma prateleira de madeira: café, dois pães de pão integral sem sal, tomate para barrar e um pouco de azeite de oliva.

Nada que ver com os donuts e biscoitos que antes consumia. Em poucos minutos, os médicos passam pelo seu quarto (uma só para ele, mas pode ser utilizada por duas pessoas). E as enfermeiras o abrilhantam: limpam as dobras de sua pele e lambuzam erosina para evitar as “atrito”. “, diz Teófilo. E nos conta que em sua infância foi muito feliz. Nasceu em angra do heroísmo (Cidade Real).

Quando criança, ia para o campo com seus pais, andava de bicicleta, se banhava em rios. Algo de repente mudou. Um problema de tireoide-e seu apetite insaciável – o condenarían para a obesidade. Aos 10 anos já pesava 100 kg -o peso normal de uma criança nessa idade é de 28,8 kg-. No colégio já estava gordete, e os diabinhos me faziam bullying”.

Dévora é sua irmã e cúmplice. Com 25 anos e 50 quilos, ela cuida dele quando seus pais não estão. Escuta e não hesita em deixar a poltrona de visitas e ficar de pé para ajudá-lo. “Tenho uma coceira no pé, não resisto irmãzinha”, exclama Teófilo. Ela corre para pedir luvas cirúrgicas e volta pronta para levantar a perna de Teo. [Vemos que ela se esforça muito e nós o ajudamos.

Apenas consigo segurar sua perna cerca de 30 segundos, enquanto ela estava raspadinha. “O excesso de peso me desmotivó”, continua Teo. Por isso quando saiu da escola aos 16 anos e já não estudou mais. Este ofício me agrada muito, mas não pôde ser. Mas nunca é tarde”. E explica que começou a trabalhar em uma fábrica carregando caixas de papelão, metais e madeira.

Ajudava seu pai Gregório -mineiro na Cidade Real, de 65 anos. Mas por sua obesidade não resistia estar em pé, 10 horas por dia. E deixou-o. Foi há 14 anos. Já quase nem se lembra. Seu único sustento, por agora, diz ele, são os 554 euros que lhe dá desde há seis anos, a Generalitat de Valência por 79% de deficiência. Dois meses atrás a sua situação se complicou. Caminhava. Levava uma vida normal.

  • Pacientes com uma tensão diastólica <89 mmHg, com uma tensão sistólica superior a 160 mmHg
  • 3 – Antes de deitar tome um suco de fruta natural
  • Adicione uma foto de Beckham
  • você Pode executar esta rotina duas vezes por semana
  • Gizzelli 25 de setembro de 2016 at 23:20
  • dar-Te-emos técnicas de relaxamento para neutralizar os efeitos do estresse crônico
  • Adicione a casca do abacaxi e aguarde 15 minutos
  • Entre os cereais, a aveia e farinha de aveia

Diz: “eu ia tomar canas, para conversar com meus amigos, ou eu ficava em casa jogando Play Station”. Mas um de seus testículos inflamó -como “duas laranjas”- e caiu na cama. E era porque me tinham inflamado as pernas, havia retenção de líquidos”, diz. Então entrou em um quadro de depressão, e para Teo a depressão significa “comer mais”. Pouco depois se viu obrigado a pedir socorro, porque estava ficando sem oxigênio. Quando foram à sua casa para levá-lo ao hospital tiveram que puxar a parede para tirá-lo. E à medida que subiam para a ambulância, lembra Dévora, quebrou a camilla porque apenas suportava 318 quilos.

“Estive durante cinco horas dentro do caminhão para 45 graus. Graças a minha vizinha que me tirou três ventiladores pude resistir”, conta a Crônica a partir de seu quarto no hospital, o que voltou após aquele incidente. É a quarta vez que está inserido em dois meses. São as 12.30 horas. Teófilo recebe os médicos novamente. Em poucos minutos, se vão. Mudaram as sondas para urina e fezes. E continua seu relato: “Eu não fui considerado nem uma pessoa, nem animal, tenho sido tratado como um armário.

Joana

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