Não Só Porque Os Quilos A Mais Importam

Não Só Porque Os Quilos A Mais Importam

À primeira vista, a obesidade é uma simples questão de quilos a mais. No entanto, quando se observa um pouco mais de perto, este fenómeno torna-se uma questão complexa, com múltiplas ramificações e inúmeras incógnitas. Um dos quebra-cabeças que mais preocupam os cientistas é descobrir até que ponto o excesso de peso em si mesmo pode ser letal.

Em geral, a obesidade está associada a outros problemas que aumentam o risco cardiovascular, como diabetes ou hipertensão, mas de Acordo com os dados disponíveis, uma das chaves pode estar nas características e a distribuição da gordura corporal. É dizer, que não só se preocupam com os quilos a mais, mas também que se deve e onde estão colocados.

  1. 1 iogurte sabor de abacaxi
  2. Preferência por certos alimentos
  3. meio da manhã: Um copo de suco de cenoura com salsa e pepino
  4. Começa aquecendo seu corpo de forma gradual
  5. Paula 21 novembro 2016 at 17:45
  6. O consumo de tantas maçãs pode provocar hiperacidez gástrica
  7. Tisana de boldo e suco de um limão em jejum todas as manhãs

Assim, por exemplo, não é o mesmo, embora muito por ter acumulado uma grande quantidade de gordura que se isto se deve a uma grande massa muscular. Javier Salvador, pesquisador do Centro de Pesquisa em Rede de Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (CIBERobn). Este especialista considera que a avaliação da composição corporal a avaliação da gordura visceral fornecem uma informação muito mais verdadeira a hora de catalogar os pacientes com obesidade e procurar o tratamento mais eficaz.

neste sentido, duas pesquisas publicadas esta semana na revista ‘Journal of the American Medical Association’ (‘JAMA’), mostram até que ponto esta ferramenta pode ser inadequada. De fato, a primeira delas dá conta de como a gordura, às vezes, pode esconder-se atrás das balanças. Esta pesquisa realizou um rastreamento 25 pessoas que, durante vários meses, consumiu um excesso de 1.000 calorias por dia através de três tipos de dieta diferente (o que variava era principalmente a quantidade de proteínas).

As análises realizadas mostraram que aqueles que tinham tomado uma alimentação baixa em proteínas haviam ganhado menos peso do que o restante dos participantes. Porém, também demonstraram que a quantidade de gordura que acumularam em seu corpo era muito semelhante à que haviam armazenado os outros grupos. Este trabalho, salienta um editorial que acompanha o estudo na revista médica, aponta como graves problemas de acúmulo de gordura podem esconder-se sob um peso relativamente baixo.

o que É mais, continua o texto, demonstram que deixar-se guiar pelo IMC, sem entrar em outras considerações, como a distribuição adiposa – pode dar uma informação errada sobre o grau de obesidade e, fundamentalmente, sobre o seu possível impacto. A outra pesquisa mostra que ter um IMC elevado não deve ser um critério único de escolha na hora de considerar uma cirurgia bariátrica. Os resultados de seu trabalho mostraram que aqueles que tinham passado por uma operação sofriam um número menor de acidentes vasculares cerebrais e outros eventos cardiovasculares e, em geral, tinham menos chances de morrer por um problema de coração.

no entanto, paradoxalmente, estes pesquisadores também descobriram que este ‘efeito benéfico’ a cirurgia não parecia guardar nenhuma relação com as perdas de peso obtidas pelos participantes. Portanto, provavelmente, ter critérios de seleção mais adequados para se submeter a este tipo de operações que o índice de massa corporal, concluem.

Joana

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