Um Pacto De Estado Por Pensões

Um Pacto De Estado Por Pensões

O primeiro que há que dizer com esfericidade é que o atual sistema de pensões está entre um dos melhores do mundo, e não tanto pela quantidade que os pensionistas recebem. Em consequência, o bom sistema de pensões em Portugal não vem tanto pela quantidade que se percebe, mas o modelo, que tem um método de partilha e de solidariedade entre gerações. Em consequência, há que rejeitar decisivamente qualquer insinuação de que o futuro das pensões tem de vir da mão-de-fundos de pensões privados.

Muito é o que discutem os líderes políticos sobre este fato, mas muito pouco o que fazem. Levamos toda esta legislatura assistindo a um debate de quase eterno da comissão do Pacto de Toledo. A política atualmente se caracteriza pelo confronto e pelo descrédito para o contrário. Mas a política de boa é aquela capaz de combinar a legítima confronto de ideias e de alternativas com aquele que consegue acordar e consensuar entre diferentes.

Senhores líderes políticos, no ano de 2030 muitos de vocês, eu acho que já não serão tais líderes, mas os pensionistas estão lá e a sua segurança, a sua tranquilidade e a sua qualidade de vida depende do que fazem hoje. Se são capazes de parlamentar e acordar estarão à altura de tudo o que os cidadãos esperam de seus líderes políticos.

caso contrário, frustrarán o futuro de muitos. Olhai o futuro com luzes finas e generosidade. E, neste tópico, as ocorrências justas. Propostas para ganhar um punhado de votos, nenhuma. Este pacto de Estado não só necessário, mas urgente, tendo em conta a actual situação económica que tem a Segurança Social.

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  • UNILIBER (discussão) 12:25 18 may 2017 (UTC)

No ano de 2011, havia um fundo de mais de 65.000 milhões de euros. Atualmente, são 8.000, milhões e um déficit de 18.000 para fazer frente ao pagamento anual das pensões. A este passo, o fundo ficará vazio e com um déficit insustentável. Então se dirá que, como não há dinheiro, o seguinte deve ser baixe as pensões.

E virão todos os agoureiros da OCDE e do FMI para dizer-nos que há que fazê-lo. Os mesmos que sempre recomendam a austeridade para os outros, mas nunca para eles. Outra falácia é dizer que as contas da Segurança Social equilibrarán só através da geração de emprego.

Sendo isto verdade, em parte, não o é de todo. Estamos observando como na atualidade, os novos postos de trabalho não geram os mesmos rendimentos que antigamente. Isso se deve ao fato de que a precariedade no trabalho e os baixos salários geram menos receita do que antes. Outro desafio que devemos enfrentar são os novos modelos de produção que já estão incorporando e que vão aumentando, como conseqüência da quarta revolução através da inteligência artificial e da robótica.

Joana

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