Superar O Stress Dos Exames

Superar O Stress Dos Exames

O professor vai passando pelas mesas e aberta a temida folha. As mãos sudão, o coração bate em “batucada”. A mente em branco. O aluno pensa: “Como pode ser, se ontem repasé isso? “. Os colegas já inseridos. Esta é a situação de muitos estudantes em época de exames.

Pais e professores sabem disso. Em fevereiro, junho e setembro, acima de tudo, os nervos tomam conta deles. A tensão não é baladí: alguns se apresentam à selectividade, que decide que carreira podem estudar; e outros enfrentam os exames da universidade ou do ensino médio. A maioria lidam muito bem com os nervos nas avaliações, aprove ou não. Em contrapartida, para alguns o estresse emocional pode e acabam sofrendo altos níveis de ansiedade e angústia. O bloqueio chega a ser tal que não só têm impacto em seu desempenho, mas que pode resultar em fracasso. Recentes pesquisas sobre ciências cognitivas e psicologia estão proporcionando uma melhor compreensão sobre o binômio estresse e desempenho.

sabe-Se que uma ansiedade moderada pode melhorar a nossa produtividade, mas que, em contrapartida, quando é elevada e sustentada ao longo do tempo, pode abocar ao fracasso. Conhecer melhor essa relação permite que os médicos, professores e psicólogos desenvolver estratégias que ajudem a enfrentar esses medos. A ansiedade e o stress diante de uma prova começa na escola.”Uma de minhas alunas do segundo do ensino médio fica muito nervosa quando tem que fazer um exame. Costuma tirar notas muito baixas, apesar de que foi estudado. Se eu a encontro no corredor e perguntou, de forma descontraída, informal, me dou conta de que se sabe tudo”, explica Paula Villegas, professora de tecnologia em um instituto.

“Tentativa antes do exame fazer com ela, exercícios de respiração e de relaxamento, e parece que o fazem sentir-se melhor”, acrescenta. Também existem alguns centros que fazem exercícios coletivos para acalmar os nervos. E essas soluções, na sua maioria, são simples e eficazes. Não em todas. Nos Estados Unidos, estão levando muito a sério a ansiedade relacionada com os testes e em numerosos centros escolares montam verdadeiras campanhas para ajudar as crianças e adolescentes a desmontar os medos do ser analisadas. E não só por sua saúde, mas também pelo enorme despesa que implica o fracasso escolar para a sociedade em geral. Em alguns casos, essa ansiedade continua na idade adulta.

“É uma emoção muito situacional -explica a psicóloga social Dolors Reig-. Normalmente, o estresse emocional costuma realizar em situações em que acreditamos que nos estão avaliando. Por exemplo, diante de um exame ou quando temos que interagir com outras pessoas, ou de falar em público ou dar uma conferência. Podemos nos sentir muito nervosos em tais situações e, em troca, ponhamos por caso, em um engarrafamento, em que todo o mundo pita e perde as estribeiras, estar tranquilos. As entrevistas de trabalho envolvem muita ansiedade; e nelas geralmente está avaliando a mais se a pessoa se coloca ou não nervosa que, se realmente, em seguida, fazer bem o seu trabalho”.

Nos EUA, psicólogos, pedagogos e professores se colocaram mãos à obra. No caso dos estudantes, falam com os meninos durante o curso, sobre suas preocupações, tentando tirar o ferro, e mostrar-lhes uma perspectiva mais positiva. Realizam pequenas oficinas para ensiná-los a lidar com suas emoções e até o dia do exame, em alguns institutos, lhes dadas lápis com mensagens como ‘você’, ‘venha, você pode obtê-lo’, ‘aprobarás’. Estratégias muito úteis quando crescem e têm que enfrentar um outro tipo de teste.

Que sentir ansiedade diante de um teste não é negativo. São emoções básicas que costumam aparecer como uma resposta a uma situação de perigo ou ameaça. Para um caçador do paleolítico era muito útil sentir ansiedade, ao ouvir um ruído às suas costas: podia ser uma besta a ponto de atacar ou de um colega do grupo. Essa emoção lhe preparava-se para dar uma resposta rápida, bem fora debandar ou enfrentar o perigo.

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daí que essas emoções se tenham mantido como uma estratégia de adaptação evolutiva. Quando sentimos stress, aumenta a frequência cardíaca para bombear mais sangue para o cérebro, os pulmões e os músculos, o que, por sua vez, aumenta a capacidade de concentração e a velocidade de reação. Uma activação do sistema nervoso é benéfica, já que nos faz estar mais alerta, atentos, preparados, e foi visto que é capaz de melhorar o nosso desempenho em uma tarefa. Segundo a psicóloga social, isto é, para elevar o nível de ansiedade.

O fato de pegar a caneta e estar pintarrajeando ajuda a manter a atenção. “Um pouco de ativação é sempre bom. Muita nós acaba bloqueando”, afirma. Os primeiros que falaram sobre a relação entre ansiedade e desempenho foram os psicólogos Robert Yerkes, e John Dodson, em 1908, quando traçada uma curva que apontavam uma ativação moderada do stress com um benefício para a eficiência. De fato, quando temos um exame ou uma entrega de um projeto acima, podemos aproveitar mais o tempo que quando temos muito pela frente. Mas se aumenta muito a ansiedade, o desempenho cai drasticamente. Mais angústia igual a menos estudo e mais fechamento que, por sua vez, repercute na angústia.

Que essa ansiedade se prolongue no tempo acarreta mais problemas. Explica Ignacio Morgado, professor de Ecologia da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e membro do Instituto de Neurociências, que “o estresse sustentado é muito ruim para o cérebro. É como se condujéramos um carro. Em um dado momento, podemos acelerar para ultrapassar, mas levá-lo todo o tempo acelerado acabaria atropelando o motor.

Joana

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