Se Vê O Duster

Se Vê O Duster

Por mais voltas que lhe dou, hoje não encontro nenhuma semelhança entre as capas dos dois primeiros diários de pagamento de Espanha. Não coincidem, nem no preço. Apenas nessa data. Naturalmetne, cada diretor é muito livre de servir o alimento editorial que seus leitores lhe reclamam, quando decidem gastar um euro no bolso em comprar um jornal e não o outro.

Ou os dois de uma vez, como faço eu, por causa deste vício blogueiro que eu tenho. Pedro Jota estabelece, por sua conta e risco, uma relação directa de causa/efeito entre a greve de fome e a redução dessa pena pelo Supremo. A capa inteira do Mundo levam ETA/11-M e o etarra De Joana. De ambos os assuntos, O País não dá nem uma única linha em sua capa de hoje.

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Pelo contrário, o País dedica a sua capa ao risco aumentado português no Afeganistão, ao funeral pela soldado morta lá por uma mina e o polêmico decisão do Constitucional a favor do Vaticano sobre os professores de religião. Esses três assuntos, O Mundo não dá nem uma única linha em sua capa. Os classificada como “não-notícia”. O mais escandaloso deles é, a meu juízo, o que se refere ao fracasso, duvidosa constitucional, do TC a favor da soberania do Estado do Vaticano sobre o Estado Português.

Talvez. por isso, os bispos estão puxando tanto a corda para ganhar terreno, sem atender ao alto risco que correm de quebrá-lo e de ficar definitivamente sem um rígido de nossos impostos. A decisão do Tribunal Constitucional leva agora os partidos políticos leigos a incluir nos seus programas eleitorais a revogação total e imediata dos acordos em vigor entre o Estado português e o Vaticano.

Aí vai um artigo longo -aviso – mas muito interessante, do professor Gil Calvo. É um daqueles artigos que ainda fazem imprescindível a compra de alguns diários de pagamento. Contra o que era lógico esperar, a estratégia de oposição radical, que exerce o Partido Popular (PP) contra o Governo de Zapatero está se intensificando à medida que o ciclo eleitoral que terminou a legislatura. Pois bem, a três meses das eleições autárquicas, o PP segue sem retomar a sua esquecido viagem ao centro; e em lugar de registando depois nova moderação, pelo contrário extrema seu radicalismo populista e o compromisso. Como se explica essa tática aparentemente irracional, que ameaça ser tão prejudicial para os seus interesses eleitorais, segundo apontam as pesquisas demoscópicos?

A interpretação convencional a entende como uma estratégia niilista e destrutiva, que busca não atrair os eleitores moderados, mas, ao contrário, afastá-los das urnas para abster-se e deixem de votar no seu adversário. É Por isso que o PP semeia a desconfiança, o descrédito e a desconfiança contra Zapatero, a fim de que os mornos e indecisos, deixar de apoiá-lo, lhe retirar a sua confiança e deserten das urnas. Agora, essa estratégia é arriscada, pois se a sua oposição e o compromisso se radicaliza demais, o PP corre o risco de acordar um latente voto de castigo, ou medo, contra suas próprias siglas.

Ao fim e ao cabo, se Auto-governa não é porque ganhou as últimas eleições, mas porque perdeu o PP, dada a indignação cidadã contra a força executiva última do Governo de Aznar. E algo semelhante poderia acontecer com ele também agora o PP. Se extrema demasiado a sua oposição e o compromisso é possível que os cidadãos indignados (ou atemorizados por seu radicalismo extremista) se apressar para as urnas, a fim de pará-lo com os pés, evitando o seu sinistro retorno ao Governo.

De modo que, dado o risco, e se o PP fora um calculador racional, e para prevenir isso deve moderar a sua mensagem de oposição. E, no entanto, não o faz. Ao contrário, a cada dia se mostra mais radical e fanático. Como entender este enigma que parece irracional? E o que é o que fica em seu lugar?

Um conjunto disperso de frações de classe residuais que se parece muito com aquela pequena burguesia do período de entre-guerras, a base social do fascismo, o nazismo e os outros movimentos populistas de corte radical. Não obstante, por plausível que pareça este novo cenário sociológico, não apenas de explicar totalmente a extrema radicalização do PP.

Joana

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