Propõem-se Um Santuário Abandonado Na Galiza Como último Intervalo Franco

Propõem-se Um Santuário Abandonado Na Galiza Como último Intervalo Franco

no início de agosto, a fresca localidade de Chantada (Lugo) começou a ferver. “Boletim Informativo NACIONAL”, titula o pequeno caderno, que combina a foto do ditador com a de um santuário que todos os chantadinos conhecem bem, o de Nossa Senhora de Fátima, na vizinha paróquia de San Xurxo de Asma.

O panfleto, elaborado pelo recém-criado Coletivo Espanha Unida (CEU) diante de uma exumação iminente, apresenta um projeto para trasladar os restos de Franco ao santuário e dar-lhes descanso eterno lá. Quem se esconde atrás dessa misteriosa CEU? Tentamos entrar em contato, sem sucesso, com um coletivo constituído em Lugo por 87 pessoas de acordo com um folheto que só serve como meio de contato, um número de e-mails.

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Não existe telefone ou endereço de e-mail. Por outro lado, o projeto de oferecer a Nossa Senhora de Fátima significaria que esses contatos tiveram que ir além da FNFF e da família. Sem o aprovado na hierarquia eclesiástica, a idiota proposta não passaria nunca de um brinde ao sol. Além disso, a igreja está em desuso e as obras de reparação e beneficiação levariam anos e centenas de milhares de euros. Assim, embora o seu estado atual lembra mais um prédio punido por dragões de Daenerys Targaryen que a um templo cristão, o santuário de Fátima é interessante como reclamação para o personagem que o tornou possível.

O santuário de Fátima começou a ser erguido em 1944, graças ao ímpeto do pároco local Emilio Eyré, qualquer coisa menos um sacerdote rural ao uso. Uns bem untadas contatos conseguiram fundos do Governo de Franco para o seu projeto, o que acrescentou um dos 20 centros para pessoas idosas, promovidos pela Associação Nacional dos Inválidos. Em 1957, no entanto, teve de recorrer a doações privadas para continuar com a sua igreja e a morte de Franco, em 1975, truncou o remate da residência, que nunca foi ocupada e se torne em monstruoso edifício fantasma.

Como o padre de uma aldeia tão pequena, a de Centulle, conseguiu chegar tão longe? Com 27 anos, vivendo na Argentina -onde fundou o Agrupamento Monárquica Espanhola-, arrecadou dinheiro para os espanhóis do pós-guerra que fez chegar a Carmen Polo, esposa do ditador. Depois frequentou a Don Juan durante o seu exílio em Estoril (Portugal), e em junho de 1969 foi recebido por Francisco Franco no palácio do Pardo.

Falecido, o sacerdote, em 2002 (jaz enterrado em seu amado santuário), o abandono foi condenado, tanto à igreja como ao notícias em cenários ideais para filmes de medo. O texto do CEU oferece apenas três cabos de puxar para saber se estamos diante de uma brincadeira muito bem elaborada, ou bem se trata de uma sondagem formal para a população local.

A primeira delas é o único nome próprio, vinculado à associação, Fernando de Pinho Calvo-Sotelo. O folheto reproduz a última entrada do seu blog, um ataque contra a Lei de Memória Histórica, que traça uma radiografia da situação social e política da II República e vitupera a Pedro Sánchez.

Joana

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