Portugal Já Não Necessita Dos Camelos Do Egito

Portugal Já Não Necessita Dos Camelos Do Egito

Visitamos o maior mercado de camelos no Egito, onde já não chegam clientes espanhóis para as cavalgadas. Diz a tradição popular que os Reis Magos deram ouro, incenso e mirra, Maria e José para celebrar o nascimento de seu filho, Jesus de Nazaré. O imaginário de natal lembrados a cada ano, como um trio de monarcas vestidos com lindos trajes que viaja de Leste a lombos de camelos. No entanto, os ruminantes, que carregam com seus orondas majestades -na realidade, reis órfãos do reino – já não vêm de terras distantes.

Nem sequer tenha cruzado o norte de África até chegar às nossas ruas para cumprir com os desejos dos mais pequenos. A milhares de quilômetros de esta pequena aldeia egípcia, Francisco Jiménez detalha os motivos que afastaram os espanhóis dos mercados como este. “Há já bastantes anos que não se podem importar animais vivos do continente africano para a Europa por doenças contagiosas que existem”, afirma em seu canil em Gran Canaria, onde a cada ano nascem cerca de uma centena de dromedários.

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“Em Portugal não há atualmente nenhuma empresa que importe camelos do Egito. Somos autossuficientes”, confirma Rúben Matança em sua fazenda no norte da Espanha. Enquanto fala o criador português, no Egito é a primeira hora da sexta-feira e centenas de almas percorrem o deserto de Birqash. É o grande dia e o souk é um viveiro de clientes que, com bainha em galabiya (túnica tradicional), escudriñan os animais; discutem com seus donos e regatean em busca sempre do preço o mais do competidor. Carne Deliciosa. Desde o amanhecer até o meio-dia as transações acontecem sobre a empoeirada rua do bazar, balizada das parcelas onde os camelos saciar a sede alheios ao seu destino.

“a Sua carne é excelente para ser experimentada em pequenos pedaços”, prega entre suspiros, o treintañero Emad Ramadan, um açougueiro que dirige o caminho para casa sem mercadoria. “Os preços subiram muito e não sai rentável comprar nessas condições”, despotrica pouco antes de empreender cabisbaixo a retirada. Os objetos de desejo são vendidos nesta manhã de dezembro e entre 11.000 e 36.000 libras egípcias (entre 580 e 1.800 euros).

Aos seus 32 anos, Hasan dirige uma das “oficinas” que organizam os leilões em que os camelos recebem uma chuva de golpes antes de achar a melhor oferta. “Foi o nosso primeiro meio de transporte quando os aviões e os carros nem sequer eram uma ilusão”, deslize o jovem.

Chegam a desembolsar até 76.000 euros para ficar com o garanhão perfeito.

Na cidade de Kasala, no leste do Sudão, da tribo dos Rashaida criação com esmero bestas que pulverizam registros. A Cada ano os xeques escolhem os mais hábeis, sem reparar em despesas. Chegam a desembolsar até 76.000 euros para ficar com o garanhão perfeito. Algumas fortunas que, para desgraça de seus mercadores, não se movem no primitivo perímetro de Birqash. “Venho a cada sexta-feira para ganhar um salário. É um trabalho de gerações”, comenta Mahmud Abdelhamid deitado sobre um muro de cimento, sem perder de vista seu rebanho. Nada que ver com os 28 exemplares do rebanho cantábrica de Rúben, que receberam o mimo que anhelarían seus primos egípcios, condenados ao matadouro.

“No verão, oferecemos passeios a camelo e no inverno participam das filmagens de qualquer outro filme, tanto dentro como fora da Espanha”, conta o proprietário. E, claro, as cavalgadas de Reis, que cruzam a geografia espanhola, também aparecem em seu calendário de trabalho. “É um clássico no Natal”, conta. “Para onde vamos, tentamos demonstrar que um animal pode desfilar sem stress, interagindo com as crianças e levando as cidades a mensagem de que vivemos em meio rural. Ao fim e ao cabo, durante alguns dias são os camelos dos Reis Magos”.

Joana

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