Polícia Militar Depois De Sua Prisão,

Polícia Militar Depois De Sua Prisão,

O ex-capitão do Exército e candidato favorito às eleições do próximo mês de outubro, Jair Bolsonaro, sofreu na última quinta-feira de um atentado que pôs em evidência como o discurso do ódio penetrou na sociedade brasileira. O ultradireitista, conhecido por suas declarações xenófobas e por sua defesa da violência na hora de fazer política, tornou-se, sem querer, uma vítima de seu próprio discurso.

Bolsonaro recebeu uma facada no abdômen quando seus seguidores lhe levavam aos ombros em um de seus atos de campanha na cidade mineira de Juiz de Fora. O candidato foi levado rapidamente ao hospital da Santa Casa em estado “muito grave”, com uma hemorragia em que ele perdeu muito sangue, inconsciente, e com o pulso muito baixo. Depois de duas horas de operação, o equipamento médico anunciou que o candidato se mantinha “estável e fora de perigo”. Na manhã de sexta-feira, foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, para continuar com a sua recuperação durante pelo menos uma semana.

O agressor, Adélio Bispo de Oliveira (40 anos), foi detido de imediato, antes que uma multidão de seguidores do Blog é abalanzara sobre ele. Polícia Militar após a sua detenção. Depois de horas de interrogatório, o pedreiro confessou que tinha “motivos pessoais” para esfaquear o candidato, mas não esclareceu quais.

Até o momento, pouco se conhece sobre o agressor. Sabe-Se que foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entre 2007 e 2014, e que as redes sociais manifestou seu ódio para com o candidato de extrema-direita. A sobrinha do agressor -não seja tornado público o seu nome – admitiu à Folha de São Paulo, que três meses antes de seu tio havia sofrido um surto psicótico: “Agora parecia estar bem”. Nunca antes na recente história democrática do Brasil, um candidato presidencial havia sofrido um ataque desta natureza.

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O passado mês de março, o ônibus que levava o ex-presidente Lula da Silva, então pré-candidato presidencial, recebeu três tiros. Mas desta vez não houve nenhum ferido. Naquele momento, alguns dos candidatos presidenciais como Geraldo Alckmin (PSDB) ou o próprio Jair Bolsonaro (PSL), não mostrou piedade pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) e declararam que Lula tinha apanhado o que plantava. Desta vez, a condenação do atentado foi unânime. Todos os candidatos cancelaram os atos de sua agenda e agora fazem cálculos sobre o impacto que terá o ataque na campanha, e o resultado da primeira volta no próximo dia 7 de outubro.

Grupos bolsonaristas argumentavam em redes que, agora, o seu líder poderia sair vencedor no primeiro turno. Desconhece-se se a saúde de Jair Bolsonaro lhe permitirá manter a sua campanha até a primeira volta. Mas embora não possa sair para a rua a sua estratégia nas redes sociais -é o candidato com mais seguidores no Twitter e Facebook, mantém – se intacta. Esta sexta-feira, o senador Magno Malta publicou um vídeo com o ex-capitão do Exército recém-saído da operação: “Nunca fiz mal a ninguém”, disse o candidato do seu quarto de hospital.

O MUNDO, a professora da UNIFESP, Ester Solano, que acaba de publicar uma pesquisa sobre os seguidores da extrema-direita. O que ninguém esperava que seu discurso de ódio se concretara com um atentado. Folha de São Paulo, Clóvis Rossi, que se mostrava “assustado” com a agressividade que se respira nesses pleitos.

O cientista político da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, advertia: “A possibilidade de que este incidente irá disparar um ciclo de violência é grande”. Para Esther Solano é cedo para falar de ciclo de violência, mas reconhece que o Brasil “é um país onde é fácil que se produzam este tipo de ataques”. O candidato à vice-presidência de Bolsonaro, o general do Exército Hamilton Mourão, horas depois do atentado, disse: “Se querem violência, os profissionais da violência, que somos nós”.

Joana

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