Os Truques Dos Predadores Sexuais Para Conquistar Um Menino Pela Internet

Os Truques Dos Predadores Sexuais Para Conquistar Um Menino Pela Internet

Daniel Perry precipitou-se no vazio da ponte Forth Road de Edimburgo. Havia caído nas garras de uma suposta jovem norte-americano que lhe intimidou com filtrar os seus comprometidas conversas pela internet, aos seus pais e amigos. Exigiu-lhe uma quantidade de dinheiro que Perry nunca pagou. Uma hora depois do prazo, o escocês de 17 anos não acha mais saída que o suicídio como única e lamentável solução para o seu medo e, acima de tudo, o pudor que lhe perseguia.

O garoto mantinha uma relação íntima por Skype com uma nova amiga que acreditava ser de sua mesma idade. Nada mais longe da realidade. Tinha sido gravado durante os seus encontros virtuais por uma rede organizada, cujo objetivo era extorsionarle. O buscou ajuda no lugar errado. Este site já tinha desligado os alarmes quando outra jovem inglesa de 14 anos também tirou a vida depois de receber insultos e ameaças nesta plataforma, onde se podem trocar mensagens de forma anônima. Esse anonimato supõe, precisamente, a impunidade para os predadores, para os “groomers”, como é conhecido para os adultos que molestam a menores através da internet com intenções sexuais.

Uma igreja que cresce exponencialmente, como adverte um novo estudo do Centro de Exploração de trabalho Infantil e Proteção Online (CEOP, na sigla em inglês) do Reino Unido. O CEOP enfatiza como os meninos britânicos tornaram-se o alvo de predadores sexuais, já que, em cinco das doze linhas de investigação abertas, os criminosos estavam no Reino Unido.

Por duas questões: o uso de uma língua universal como o inglês, o que facilita a comunicação, e porque a sociedade britânica é muito aberta e liberal. No entanto, “o coto de caça é a nível mundial. E o crescimento desta prática também”, adverte Julián Millán, agente da Unidade de Investigação Tecnológica da Polícia Nacional. “O groomer pode estar na Colômbia, Cazaquistão ou Londres”, insiste o pesquisador, e sua vítima na outra ponta do planeta.

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As argucias, truques e artimanhas de um adulto para ganhar a confiança de um adolescente são infinitas. E similares em um país e no outro. “Depois, 90% deles começa a levantar uma obra de engenharia social”, explica o agente Millán. Passa a ter os primeiros contactos com a sua vítima, em que se mostra simpático e amável.

Continue obtendo informações da forma mais natural (tem animal de estimação? como se chama a tua avó? o que carro do seu pai). Qualquer uma das respostas pode ser a chave para obter a senha. E trata de conquistar a confiança do menino com truques de o mais variado. Por exemplo, oferecendo-lhe dinheiro para recarregar o celular.

“Começam pedindo uma dança diante da webcam”Quando têm informação suficiente, começa a chantagem. A partir de aqui, a vítima está perdida, já pode chantajer e ameaçar mostrar a seus pais. O groomer a tem tão controlada que chega a fazer com que se masturbe ou mantenha relações com outro menor fechada em uma câmera”, explica Willy Romero, fundador e diretor de Vícios digitais.

“Cada vez exigem mais”, assegura o agente Millán. E mantê-lo em segredo é o pior para a vítima, segundo estima Millán.”Os caras não têm e tentam resolvê-lo por si mesmos. É perigoso. O assédio de um “groomer” pode levar ao suicídio do rapaz. Às vezes, alguns pais, se saberem, tentam corrigi-lo suprimiento e apagando tudo e até mesmo dando dinheiro para o groomer. Mas o silêncio perpetua o dano. Existem vídeos que são publicados na internet anos depois de ter gravado”, diz o agente.

Existem níveis de “groomers” e podem empregar diferentes estratégias: “Um dos ataques —prosseguiu Millán— é fazer-se passar pela vítima nas redes sociais. Assim, pode chantagear. Os “groomers” não têm um perfil definido. São mais um entre todos. 90% são homens, mas não faltam as mulheres. Há os de 15 e 16 anos, para mais de setenta. Você pode estar aposentados ou ser joalheiros, padeiros ou trabalhadores de um banco. E sempre estão em várias redes, e com agendas muito espaçosos. Até de 250 crianças em cada rede.

Uma das formas mais comuns para distribuir spyware é através de cavalos de tróia unidos software desejável baixado da Internet. Quando o usuário instala o software esperado, o spyware é posto também. Os autores de spyware que tentam agir de forma legal, podem incluir alguns termos de uso, que explica, de forma imprecisa, o comportamento do spyware, que os usuários aceitam, sem ler ou sem entender.

Joana

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