Os Jornais Diante Do Abismo: será que conseguirão Sobreviver?

Os Jornais Diante Do Abismo: será que conseguirão Sobreviver?

Uma reflexão sobre o futuro da imprensa. O mais extraordinário é isso: que não sabemos o que acontece. Acontecem coisas. Existe uma grande confusão em torno do jornalismo, do peso específico dos jornais, do valor da informação, de qual é o seu site na paisagem social, a sua influência no conflito. Nada de tudo o que era sagrado se sustenta.

, E, mesmo assim, fazemos jornais. Acreditamos nos jornais. Lhes exigimos o que nos davam antes que a crise dos vareara. O jornalismo não soma tudo, o problema, os jornais são os que perderam ritmo e energia. Mas ainda os temos como a fonte de uma certa transparência.

Mesmo como o primeiro rascunho da História. Este último sustenta Martin Baron, diretor de “The Washington Post”, considerado por muitos como o melhor diretor de jornais do mundo. Um homem sem dúvidas sobre o futuro da imprensa tradicional: “Os jornais em papel não vão sobreviver. Vivemos em um mundo digital dominado pelo telefone móvel.

A maioria dos cidadãos, e especialmente os jovens, recebe a informação de forma digital, através das redes sociais. Essa é a realidade, e temos que viver a realidade. Obviamente, os jornais vão existir por um tempo, mas o certo é que não há muitas evidências de que o papel vai ser o futuro. E no entanto, há muitas evidências de que o papel pode não ser o futuro.

chegou o momento de reconhecer que o nosso setor está mudando a fundo e rapidamente. Temos que lidar com essa realidade”. Nunca antes se falou tanto do ofício do ofício mesmo. Com igual empenho e com tão fina prudência. E também não antes foram tão poucas alternativas, mas tão históricas razões para mantê-lo, para rever as vinícolas, para tentar retomar o quanto antes a travessia. O que o futuro lhes resta para os jornais em papel?

  • Fórum Hispabodas
  • Não foram o choque brutal e cego de 2 massas errantes
  • Crie um protocolo para gestão de reputação
  • 4 Governo Provisório de Leôncio Elias
  • Distração pelo uso desmedido
  • Ter visível Instagram na página web

Essa é uma das questões. E ninguém acerta na previsão. Bill Gates, na década de 90 do século XX, lhes predito uma década mais. Falhou. E, desde então, gurus, videntes do negócio, xamãs da causa, santeros do meio, e também alguns profissionais solventes especulam sobre a validade da celulose.

Mas ninguém se encaixa ainda com precisão a data em columbário. Em 26 de março de 2016, o jornal britânico The independent cumpria 40 anos de aventura fechando sua edição impressa. O titular da capa era tão acontecimento como exato: “¡ “. Um grito que antes evocava exclusivas vorazes de última hora, e agora revela o fim da expedição. Acho que vai precisar de como intermediário ao jornalismo reflexivo e prestígio, que jerarquice a realidade e a interprete com honestidade. As notícias nos sairão pelas orelhas e precisamos de alguém de confiança que nos explique e diga por que é que acontecem as coisas e que podem desencadear.

A alternativa ao papel é um maremágnum a Rede de notícias falsas e verdadeiras que às vezes se chega a partir do Google ou a partir das redes sociais sem ter percebido a sua hierarquia, sua importância, sua seriedade. É uma informação disfuncional de michael fê. Se o leitor tem uma cabeça estruturada, não há problema.

Mas, se não, a manipulação é muito mais fácil”. Agora isso acontece: os jornais perderam a atenção dos leitores, a sua capacidade de bússola, seu sex appeal. Não são costume entre a realidade e a realidade, mas um velho mapa de época para época, ainda por esboçar. A posição da imprensa em frente às mutações políticas dos últimos meses tem gerado esse sentimento feroz, teimoso, de naufrágio.

Perante o referendo do Brexit a imprensa desempenhou um papel de modelo de promiscuidade inútil. Diante da avalanche da corrida eleitoral do presidente Trump, igual. A maior parte da imprensa diária convencional nos EUA fibriló após a vitória do empresário. Um outsider da política havia mudado drasticamente os augúrios jornalísticos enclavijados os princípios essenciais de rigor e assentamento democrático.

Joana

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