O Uso Compulsivo Da Internet, Pela Primeira Vez Na Estratégia Nacional Contra As Drogas

O Uso Compulsivo Da Internet, Pela Primeira Vez Na Estratégia Nacional Contra As Drogas

A nova Estratégia Nacional de Vícios que acaba de aprovar, nesta sexta-feira o conselho de ministros inclui, pela primeira vez, as “adições sem substância”, ou seja, as novas tecnologias, o jogo e os jogos eletrônicos. Também pretende-se combater o consumo de tranquilizantes e medicamentos para dormir em mulheres, que já duplica o dos homens.

Para estes e outros objectivos, o plano se estenderá até o ano de 2024 e contará com mais de mil milhões de euros, 24% proveniente do Fundo de Bens Confiscados por tráfico de drogas. Com esta mudança, “a Espanha se une ao top ten dos poucos países que incorporam todas as dependências em uma única estratégia”, disse o delegado do governo para o plano nacional, Francisco Babín. Neste eixo, “estamos trabalhando com Finanças para regular -através de um Decreto Real – a publicidade dos jogos de apostas em espaços e actividades dedicadas a menores de idade”, garantiu Babín. Já que “a indústria do jogo em Portugal é legal e que não se pode erradicar, o objetivo é limitar”.

O projeto ainda está em tramitação, mas a sua implantação está prevista “a curto prazo, durante este ano”. Na caixa de vícios, sem substância, aponta Babín, “a finalidade não é a abstinência, mas estratégias para ensinar a usar as novas tecnologias”. Além disso, a nova estratégia fará com ênfase na melhoria do acesso ao tratamento das adicções em mulheres e se assume a existência de pessoal formado em matéria de género nos dispositivos de atenção.

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Por exemplo, vão potencializar as estratégias destinadas a detectar precocemente as mulheres que podem estar em risco de sofrer violência machista pelo consumo nocivo de álcool de seus pares. Ao mesmo tempo, salienta-se a necessidade de prestar especial atenção à detecção precoce de consumos nocivos de mulheres vítimas de violência de género.

Do mesmo modo, você irá trabalhar com uma maior profundidade no consumo e dependência de hipnosedantes (tranquilizantes e medicamentos para dormir), as únicas substâncias que em Portugal apresentam uma prevalência maior em mulheres que em homens. Segundo os últimos dados publicados, das 3.732.000 pessoas que consumiram hipnosedantes em 2015, 65% eram mulheres. 3% destas, tiveram um consumo problemático.

Também pela primeira vez, a Estratégia Nacional de Vícios coloca o foco sobre a população drogodependiente não tratada ou que continua em tratamento e já envelhecido. Ou seja, os maiores de 64 anos, consumidores crônicos de heroína e outras drogas, na época dos anos 80 e 90, com o objetivo de conhecer suas reais necessidades e contribuir para a sua inclusão social.

Precisamente sobre as novas substâncias torna-se especial ênfase no texto aprovado pelo Conselho de Ministros. Como ressalta o secretário de Estado de Serviços Sociais e de Igualdade, Mário Garcés, a intenção neste capítulo é agilizar a inclusão de novas drogas para o catálogo de substâncias proibidas. Quanto ao consumo dos menores de idade, o novo plano irá priorizar os efeitos do álcool sobre a sua saúde. Reduzir o consumo e atrasar a idade de início, continua a ser um dos maiores desafios. Um 31,9% dos estudantes do ensino médio, entre 14 e 18 anos realiza um consumo de risco aos fins-de-semana.

Joana

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