O Que A Ciência Sabe (e O Que Não) Sobre Rupturas Amorosas

O Que A Ciência Sabe (e O Que Não) Sobre Rupturas Amorosas

Ninguém dá bem uma ruptura amorosa; por muito que um dos afetados queira fazer o forte, o fracasso sentimental acaba por passar factura. Podem seguir os conselhos de amigos e familiares, ler sobre as diferentes fases que têm que vencer para voltar a ser aqueles solteiros eufórico de outrora ou engolir todos os filmes românticos de quadro de avisos, para desfazer-se em lágrimas. Mas há outra opção: relativizar, sabendo o que diz a ciência sobre a sua trágica e solitária situação. Atentos Paulo e Tania.

Se o fazem aprenderão que sim, que dói. A sensação não é só psicológica, mas que se demonstrou que a dor é física. O que fez um grupo de investigadores norte-americanos que mediu a atividade cerebral dos participantes no estudo, enquanto estes olhavam para fotos de sua ex-namorada.

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Para sua surpresa, descobriram que as partes do organismo implicadas na dor física também se punham em marcha enquanto as pessoas observavam de novo os rostos de seus amores passados. Não acharam nenhum ‘corazón partío’, como diria Alejandro Sanz, mas seus resultados indicam que a parte emocional e as respostas físicas do organismo estão muito relacionadas, o que torna mais difícil a catarse final. Até mesmo o metabolismo e os ritmos biológicos de duas pessoas que se querem (ou pelo menos que passam muito tempo juntas) coordena-se em uma espécie de ‘conexão fisiológica’, de acordo com o trabalho de outros cientistas da Universidade do Arizona.

O sistema imune, o sono, o apetite, a temperatura corporal e a frequência cardíaca podem ser alterados quando desaparece o companheiro de laço químico. Quando há atrito, e o consequente carinho, o corpo segrega além de oxitocina, o hormônio da felicidade. Uma vez produzida a separação, os indivíduos se vêem privados do seu controlador externo e de suas doses de droga amorosa natural.

Então, chega o macaco. De fato, uma investigação em pequena escala, que comparava os scanners cerebrais dos que passavam por uma ruptura e excocainómanos recentes, mostrando que a resposta da dependência guardava algumas semelhanças. Claro que sempre pode ocorrer uma reconciliação. No entanto, as segundas partes não são sempre boas, nem muito menos as terceiras, quartas ou décimos de segundo.

Outros pesquisadores têm indagado no mundo dos casais de põe e tira, dessas que não fazem mais do que se deixar para voltar juntas passado pouco tempo. Comprovaram que as pessoas envolvidas neste tipo de relações são menos satisfeitas comparadas com outro tipo de compromissos. Nem a química nem a mente parecem estar do lado do que decide cortar, no entanto, há efeitos positivos de voltar a ser solteiro.

O especialista em psicologia da Universidade de Monmouth (Reino Unido) Gary Lewandoski, junto com alguns colegas, deu com os benefícios de uma ruptura. Entrevistou 155 alunos que haviam terminado com os seus pares nos últimos três meses, e os resultados confirmaram que o final de uma ruptura associava-se ao crescimento pessoal e a superação.

Embora ninguém conseguiu medir o tempo exato para superar todas as consequências de abandonar ou ser abandonado, sabe-se que tendemos a sobrevalorizar esse período de luto. 71% dos entrevistados pelo Lewandoski assegurava que o havia superado, em média, três meses. E o que fazemos com as fotos que nos parecia felizes no Facebook?

Também são conhecidos alguns fatores que, infelizmente, tendem a tornar o processo de assimilação mais complicado. Um exemplo são as posses digitais que um casal compartilha, sobretudo, fotos, muitas delas publicadas no Facebook. Um grupo de especialistas que analisou a influência deste traço aparentemente indelével em alguém em processo de superação sustentam o que já intuíamos: que só o faz subir. Aconselham desprender-se de tudo isso como se fosse a roupa alheia e levar a cabo estratégias de autocontrole para não seguir os passos do outro.

Joana

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