Lehman Bothers E O Legado Econômico 10, Depois De Sua Queda

Lehman Bothers E O Legado Econômico 10, Depois De Sua Queda

Um fim-de-semana como este, há dez anos, a maior crise financeira da história moderna estava a ponto de explodir. Então só uns poucos eram conscientes disso. Nos EUA levavam um ano, com a preocupação no corpo, a prudência se tinha instalado nas empresas que haviam paralisado contratos e investimentos. Mas o povo da rua, nem lá nem aqui imaginava o que estava por vir.

Uma semana antes da falência do Lehman Brothers ainda havia economistas discutiam Portugal se aquilo que se passava do outro lado do charco ia traspasarlo com potência suficiente para se preocupar. Vá se fez. Tanto que, durante esta década, vivemos a maior crise financeira e social desde o crack de 1929 e a Grande Depressão posterior.

Com a perspectiva da década passada e ver os dados macro económicos, os americanos podem dizer com folga que já passou, na Europa e em Portugal, a recuperação está a custar muito mais. Nos EUA, em 2014 já presumían que sua economia estava voltando aos níveis anteriores à queda do Lehman, em Portugal essa recuperação dos dados macroeconómicos não chegou até 2017. Sim, o fez por todo o alto.

O Fundo Monetário Internacional (fmi), os analistas de grandes bancos de investimento como o Deutsche Bank têm sucesso da recuperação da economia espanhola de “impressionante”. No ano passado, o PIB subiu de 3% para 2018 espera-se 2,7%. Estes dados colocam a Espanh como um dos motores do crescimento europeu, isso depois de uma década perdida. Mas a alegria não chegou a todos.

  1. 1 Tipos de Ciberativismo 1.1 Ativismo ambiental
  2. Recre 1-0 Guadalajara: Passo de gigante para a salvação
  3. 8 de junho: eleições parlamentares de Nauru de 2013.[70]
  4. Gol: 0-1 Javi Márquez

Estados Unidos da américa soube desenvolvimento importante de novas energias a recuperação econômica com a redução do desemprego. Quando, em 2014, a economia voltou aos níveis de 2008, o desemprego caiu para 6%, agora apenas ultrapassa 4%. Na Europa, a evolução tem sido desigual. O desemprego tocou máximos em março de 2013, com 10,1%, que desde então está definido até 7% atual. Mas a média europeia está longe de refletir as realidades individuais de seus parceiros. Portugal, juntamente com a Grécia, tem sido incapaz de recuperar os danos trabalhistas causados pelo tsunami financeiro do Lehman.

A taxa de desemprego chegou a escalar até o máximo histórico do 27,16% em abril de 2013, agora está em 15,1%, uma cifra que muitos economistas classificam de “insustentável”. Grande parte destas diferenças nos tempos de recuperação têm que ver com a idiossincrasia de cada economia, mas também com as decisões dos reguladores de ambos os lados do Atlântico. O Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet à cabeça, cometeu um erro que vai entrar para a história da economia.

Para a surpresa de todos, o 3 de julho de 2008, Jean Claude Trichet voltou a subir as taxas de juro da zona do euro ao 4,25%, o nível mais alto da história. O economista francês apuntaló sua decisão em que, em alguns momentos, a inflação era de 4% e dobra o limite fixado pelo BCE.

O presidente do BCE demonstrou uma total falta de precisão perante as nuvens que logo à frente. A lenta reação do Banco Central Europeu perante os acontecimentos mundiais, estabeleceu diferente travessia entre os EUA e a Europa ao longo da crise. Os economistas estão em suspenso sobre a eficácia desta medida e, se a diferença temporária de sua aplicação é ou não justificada. Em Portugal, em concreto, o erro de Trichet, em 2008, saiu muito caro. Naquele mês de julho, o euribor, o índice a que estão referenciadas a maioria das hipotecas, subiu até o 5,393%, o nível mais alto de sua história.

Joana

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