Golpes De Estado Moles

Golpes De Estado Moles

A publicação no The New York Times um artigo de opinião anónimo de um alto funcionário que se dedica a boicotar o presidente Donald Trumpha suscitado um debate planetário. Melhor, dois. Mais sonoro o jornalístico. De mais calado, o julgamento do autor. Como Publicar, sim ou não? Estou com Victor de la Serna, publicar sempre.

Embora eu entendo as cautelas do editorial do MUNDO. Talvez o mais adequado fosse publicar uma informação relatando os fatos e utilizando como fonte o escrito. Mas eu gostaria de fazê-los refletir sobre a atuação de quem diz ser parte de uma “resistência”, uma linda palavra carregada de conotações históricas. “Acreditamos ter uma obrigação com o nosso país, e o presidente continua agindo de uma maneira que prejudica a saúde de nossa nação”, observa. A tribuna coincide com o avanço Fear, o livro de Bob Woodward, o lendário jornalista do tandem, que revelou o escândalo Watergate, em Washington Post.

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Ambos os textos mostraram a existência de uma rede de altos funcionários que se acham a última trincheira entre o presidente e o caos e, em consequência, obstruem o trabalho do presidente. Alto lá. Quem lhes deu bula a eles para interpretar o que é bom para a pátria? Há em sua atuação, um aroma de orgulho dos mandarim, como chamam em Londres, a raça suprema do funcionário que auxilia o Governo.

Já sei que Trump lhe cai mal a você. A mim e a meu grupo, também. É marrullero, bocazas e demagogo. Cavalgando a onda em hollywood, sempre de pernas para o ar o comércio mundial. Ou quase. Promove o nacionalismo. Mas olho, como assinala David Graham em The Atlantic, o que está acontecendo é um golpe de Estado mole, a soft coup. Mas antidemocrático, como o qualifica o título de seu artigo.

aqueles Que se chamam a si mesmos resistentes podem se demitir em massa. E, em seguida, dar uma conferência de imprensa denunciando o que quiserem. Ou usar a emenda 25, que permite destituir um presidente insano para o cargo. Mas sabotar o trabalho de alguém eleito democraticamente não é lícito. Golpe mole. Resistência. Rebelião.

o quão importantes são as palavras! Procés, por exemplo. Esta semana foi publicado ‘Anatomia do procés’, livro importante e coral editado por Debate. O historiador e colunista Joaquim Coll, tem a seu cargo a definição de procés. Passem e digam: “essa rebeldia institucional tentou-se legitimar, através de uma estratégia de saturação social que tornasse inviável a reação do Estado e a manutenção de imóvel à sociedade catalã não separatista. A unilateralidad foi consubstancial ao procés.

Joana

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