Falar De Suicídio Não Provoca Suicídio

Falar De Suicídio Não Provoca Suicídio

Se a estatística se cumpre, hoje, tirando a vida de 10 pessoas em Espanha e cerca de 200 tentarão, um paradoxo trágica do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. E se os estudos dos psicólogos estão certos, seis delas terão pedido ajuda na última semana e duas hoje mesmo.

no entanto, o suicídio, a primeira causa de morte não natural em Portugal, continua o tabu da rua e no silêncio da política. “Para a prevenção do suicídio não há resposta institucional, nem política, nem leis específicas, nem formação, nem recursos completos para os profissionais de saúde”.

O colocado entre aspas é do psicólogo Carlos Salamero, que, juntamente com o seu colega Mar Segóvia, foi publicado um livro com um título que diz tudo: Tornando visível o invisível. Após um punhado de anos de trabalho, o livro conta que os principais fatores desencadeantes de tentativas de suicídio são a conflitividade familiar, o desespero, a solidão, a não expectativa de futuro e a falta de controle emocional. Salamero resume em cinco palavras: “É uma visão de túnel”. O documento sustenta que o conhecimento desses fatores é a chave para ativar as estratégias de intervenção.

Uma dessas técnicas de prevenção é falar. “Falar alivia. Falar liberta. Falar de suicídio não provoca suicídio, mas que ajuda as pessoas a expressar suas emoções em situações difíceis. E contribui para que o suicídio não seja um tabu”. Ou o que é o mesmo, “figuras invisíveis para a opinião pública”.

  • Rosário (discussão) 01:04 18 oct 2015 (UTC)
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Por exemplo, que as mortes por suicídio duplicam às do tráfego e são 80 vezes superiores às da violência machista. Ou que os homens se suicidam três vezes mais que as mulheres, e que elas tentam o triplo, mas falham porque usam métodos menos letais. Ou que entre as crianças e os jovens entre 15 e 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte após os tumores.

O que o pessoal das Forças e Corpos de Segurança do Estado, suicida-se, o dobro da população em geral. Em resumo, que em Portugal se tira a vida de uma pessoa a cada duas horas e meia. Uma a cada 40 segundos no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Joana

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