Estratégia Evolutiva, Autogestão E Força ‘freelancer’, Pilares Do Futuro Do Trabalho

Estratégia Evolutiva, Autogestão E Força ‘freelancer’, Pilares Do Futuro Do Trabalho

Segundo a RAE sonho dourado significa desejo, ilusão lisonjeira, desiderátum. Ou o que é o mesmo: o desejo ou aspiração que ainda não foi cumprida. Esse sonho tem um nome: Organização Teal. O tipo de empresa mais evoluída (a partir da perspectiva humana, que é a que marca precisamente a nossa evolução) e que Frederic Laloux explica brilhantemente em seu livro Reinventar as Organizações (Harpa). Uma nova forma de entender o trabalho baseado na auto-gestão e estratégia evolutiva, aplicável a uma grande ou pequena empresa de qualquer setor.

Mas o futuro do trabalho deve contemplar, outro importante fator que emerge de forma imparável neste novo ecossistema de trabalho impulsionado por isso digital: a força dos trabalhadores independentes (especialmente knowmads, trabalhadores do conhecimento), que trabalham em colaboração ou projetos. Segundo estudos da OCDE, a União Europeia, os autônomos já representam 16.1% da força de trabalho, enquanto que em países como Estados Unidos atinge 35%. Em Portugal também cresce se bem que a um ritmo significativamente menor. Em 2017, houve 15.000 novos autónomos; 0,5% contra 4% do emprego assalariado, de acordo com a União de Profissionais e Trabalhadores Autônomos (UPTA).

Um grupo de pessoas que, à semelhança do que acontece com a organização tradicional, também precisa ser renovada, digitalizarse e humanizarse. É a soma de ambas as realidades, organizações Teal e trabalhadores independentes evoluídos, onde encontraríamos a proposta de início (a somar com outras propostas) de um futuro de trabalho mais harmônico, saudável e produtivo do que o construído até à data.

  • Agora você precisa de uma senha forte se você tem privilégios administrativos ou especiais. [84]
  • Realização de pesquisas periódicas e fixas para medir o nível de satisfação do cliente
  • Angry Birds: horas de diversão
  • Desenvolver um CMS a partir do zero com Node.js Express, Handlebars, Stylus, Gulp e mais
  • 7 Televisa Crianças

a Evolução significa superar a nossa forma de nos organizarmos segundo é mais complexa da realidade em que nos movemos. E nesta realidade líquida e mutável do século XXI estão deixando de funcionar as organizações empresariais “tradicionais” (classificadas por cores de acordo com Laloux), que sim produtores e tiveram sentido em outras épocas. Em termos de evolução humana, as empresas mais “primitivas” têm uma visão do mundo inalterável, em que uns ganham e outros perdem.

As empresas líquidas são mais inclusiva e tolerante, desenvolvendo uma forma de ver o mundo mais complexa, entendendo a organização como um sistema vivo, que importam todos os seus membros. As organizações Teal implicam uma profunda mudança em nossa visão do mundo, pois quebra todos os paradigmas com os quais crescemos e experimentamos as gerações mais experientes. Já há pelo menos 12 empresas 100% Teal que são totalmente eficazes e com altos índices de felicidade entre os seus colaboradores. Apenas 12, é verdade. Sentimos que estamos a anos luz deste tipo de empresas, mas, agora mesmo, estamos passando por um salto histórico na organização do trabalho.

, Porque a EVOLUÇÃO e adaptação a um novo ambiente, é inevitável. O que é o ‘paradigma Teal evolutivo’? 1 – Autogestão: a estrutura de trabalho não é pirâmide nem hierárquica, mas redárquica (distribuída em rede, o poder da inteligência coletiva, a escuta ativa, a contribuição de cada membro é relevante). 2 – Plenitude: os profissionais não adquirem direitos de personalidade pré-estabelecidos e procuram o seu propósito de vida no trabalho.

3 – Estratégia evolutiva: Em vez de tentar prever e controlar o futuro, convida os profissionais a ouvir e entender a tendência da organização, para ir se adaptando a novas realidades, de forma flexível e orgânica. Os profissionais, ao igual que as organizações também precisam mudar e adquirir novas skills, habilidades e competências que se integrem melhor neste novo panorama profissional. O perfil que melhor se encaixa neste future of work é o Knowmad: colaborativo, digital, social, generoso, autogestor, criativo… Termo desenvolvido pelo sociólogo norte-americano John Moravec que agora começa a ter todo o seu sentido.

1º Porque todos fazemos parte do mesmo ecossistema vivo, que se retroalimenta. A empresa evolui e junto a ela os que a habitam (todos os stakeholders). 2º Porque, nos próximos anos, não apenas mudaremos de empresas, mas também de setores e, claro, do estádio de trabalho. Todas as combinações são possíveis.

A pergunta é : como Autônomos, freelancers, trabalhadores independentes…. São profissionais que devem também evoluir a sua forma de pensar, agir e se relacionar entre si e com as empresas) para a aquisição de uma mentalidade knowmad. Em resumo: encaminhar-se para o Marreco. E o mais importante: uma estratégia colaborativa com outros trabalhadores autônomos, que nos ajude a adquirir melhores conhecimentos, maiores sinergias, gerar comunidades de crescimento e apoio… E mais força, portanto, para dignificar salários/ fees/ contas/pagamentos. Um dos problemas mais devastadores que tem o freelancer (especialmente em profissões criativas) é a desvalorização dos preços incentivados por tantos marketplaces abusivos inspirados no “modelo turco”.

Joana

Os comentários estão fechados.
error: