Erika Lust: “Os Adultos Temos Que Se Atrevem A Falar Pornô Com Nossos Filhos”

Erika Lust: “Os Adultos Temos Que Se Atrevem A Falar Pornô Com Nossos Filhos”

nesta entrevista, eu gostaria de falar de sexualidade e pornografia, sem dupla moral, como algo que faz parte da vida de muita gente, e que deve ser tratado com naturalidade.É que o sexo é a razão de nossa existência! Estamos aqui porque alguém, para que nascermos, teve relações sexuais. E, no entanto, o sexo é sempre mal visto, você ataca continuamente.

Um exemplo pessoal: me tornei a fechar outra conta minha produtora Lust Films, no YouTube, e há pouco tempo também outra conta no Vimeo. E não foi por mostrar imagens explícitas, porque conheço as regras essas plataformas, mas por mostrar trailers de meu trabalho ou entrevistas com atrizes e diretores. Tínhamos levantou uma série de peças documentais, em que diferentes trabalhadores sexuais tiveram a oportunidade de falar sobre o que fazem.

Alguém nos tenha marcado como conteúdo impróprio, e o YouTube decidiu censurar esse material. Por uma questão política. É que eles são incrivelmente puritanos.Estamos à beira de uma sociedade em que pode começar a dar uma censura importante. Especialmente no aspecto sexual, o sexo tem um valor imenso em nossas vidas. Como criadores, deveríamos ter o direito de interpretar, pensar e mostrar a sexualidade de uma forma artística.

Qual foi a sua primeira lembrança como consumidora de pornografia? Tinha uns 12 anos, foi em uma festa do pijama, quando ainda morava em Estocolmo. Uma amiga nos convocou um grupo de meninas porque tinha encontrado uma fita VHS gravada por seu pai na televisão. Era aquela época em que a televisão, a certas horas da madrugada, e foi ao ar pornografia, e entre a coleção de fitas, tinha aquilo. Minha amiga achou que seria divertido ver todas juntas um filme pornô.

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Como é que era o filme? Porque nos pareceu uma coisa feia, puta, mais suja do que interessante. Estávamos emoção e, de repente, nos congelou o sorriso. Como evoluiu o consumo de pornografia entre as mulheres nos últimos anos? Quantas olhar feminino, há no pornô? Ter contato com o pornô para certas idades, não tem por que ser traumático ou prejudicial.

Antes se dizia minha história na festa do pijama quando tinha 12 anos. Só vimos um pedaço de um filme. O problema agora não é tanto o acesso como a quantidade de pornografia que podem chegar a ver crianças muito jovens, porque as idades de acesso baixaram drasticamente.

Joana

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