Entrevista Com O Especialista Em Branding Andy Stalman

Entrevista Com O Especialista Em Branding Andy Stalman

Andy Stalman é considerado um dos especialistas mais conceituados do mundo em branding, estratégia de marca, pessoal ou de empresa, que contém todos os parâmetros que podem nos diferenciar dos outros. O profissional argentino acaba de publicar Brandoffon (Gestão 2000), em que as marcas são o ponto de partida para uma reflexão mais profunda: Que tipo de humanidade, estamos a criar ou que tipo de sociedade estamos construindo.

Stalman acredita que toda pessoa ou empresa que quiser ser relevante no século XXI deve ter uma presença online e não dar as costas para as emoções. Ainda assim, o autor não tem dúvidas de que “o importante da alma não tem apenas que ver com as emoções, mas com a autenticidade. Que o que se pensa, o que sente, o que se diz e o que se faz seja consistente”. Se você é protagonista, você pode construir o futuro, enquanto que, se você é espectador, então, não haverá balcão de reclamações, estará no outro.”

Pegar a luva e lhe lançamos a ele a mesma questão: “Eu sou argentino, não me resta outra que ser protagonista”. Vamos começar, se lhe parece, pela base. Qual é a diferença entre as ações de branding e marketing? O branding é o que você é, enquanto que o marketing é contar aos outros o que és. O branding é a sua personalidade, a sua alma, seu DNA, sua essência, seu espírito e tudo aquilo que te faz diferente dos outros.

O marketing é como ligar ou como chega-se a pessoas a partir dessa essência. O que pesa mais em uma marca? Nenhuma das duas é mais importante que a outra, têm que trabalhar de forma integrada. De fato, a minha proposta é usar o neologismo brandketing: o branding sem marketing não tem voz, mas o marketing sem o branding não tem alma. Fala de uma nova etapa de vida que catalogado como ‘Era Digital’. O quer dizer com isso que as marcas que não estão na internet acabarão desaparecendo? A realidade da internet é como a eletricidade: não se concebe o mundo sem ela. Não é algo que possa apertar um botão e desligar.

  • você Evita spam
  • Adaptado para a plataforma onde será publicado (extensão, formato, etc)
  • 3 Medição de desempenho
  • Número de visitas aos seus post
  • Qual é o engagement (desempenho) das publicações
  • Não ter definido bem os kpis de marketing

As marcas que estão apenas no espaço físico e ignorem o digital, é muito provável que acabem desaparecendo. Também é certo que não haverá quem te dizer que 90% do sector do retalho, de venda a retalho, se ainda está fazendo no espaço físico, e terão razão. Não há que esquecer que a internet tem apenas 25 anos, enquanto que a nossa história tem milhares de anos. Estamos escrevendo a história digital em primeira pessoa.

será que Isso gera desconfiança nas empresas? A maioria das empresas estão desorientadas, com medo, incerteza e tentam descobrir um novo território com mapas antigos. As pessoas nos custa sair da nossa zona de conforto. Será que acontece o mesmo com as empresas nesse cenário que me descreve? As empresas líderes são aquelas que estão sempre fora da zona de conforto, que sempre tentam pensar e criar algo novo.

o Google se autodefine como uma empresa que está sempre aprendendo. Não é por acaso que a marca Google seja a segunda marca mais valiosa do mundo e que a sua empresa seja a segunda mais valiosa do mundo por capitalização em bolsa. A zona de conforto é uma armadilha mortal para as empresas, a verdadeira inovação e o verdadeiro descoberta começa saindo dessa área.

informa em seu livro que as empresas tenham subestimado os recursos que têm para se comunicar. A maioria das empresas, como não tem claro o que é o branding e o marketing, não se dão conta de que, como se atende ao telefone é parte da construção da marca, por exemplo. Há outros: como falam seus empregados, como se vestem, como se comunicam seus edifícios, como falam seus caminhões, como é o seu site ou suas redes sociais. Muitas empresas procuram o seu grande momento na rede social e não sabem nem atender o telefone.

A construção de marca não está sendo bem explorada pela maioria das empresas; se se dessem conta da quantidade de recursos de que dispõem seriam muito mais eficazes e eficientes. Nesta era globalizada, Agora mesmo, é difícil diferenciar, já que a maioria das empresas preferem encaixar a se destacar e, ante o medo, preferem procurar uma segurança que, na realidade, é a insegurança.

eu Diria que é muito mais fácil se destacar porque a maioria das empresas não o fazem. Se você é corajoso e tem uma visão que deixe claro quem você é e no que você quer ser diferente, se destacar não é tão difícil. Eu penso que está tudo muito “comoditizado’. O que significa para você se diferenciar? Que quando falam de ti se reconheçam acima do resto.

Joana

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