Eduardo Castro, Professora Substituta De Javis Na Academia De OT

Eduardo Castro, Professora Substituta De Javis Na Academia De OT

Friedrich Nietzsche cunhou a frase “Eu matei a Deus” e como tentar fazer sombra para o filósofo alemão, é tarefa impossível, Caye Casas e Albert Pintou têm empregado o infinitivo para fazer uma comédia negra com a mensagem: você Após um prêmio de Melhor atriz revelação da União de atores e a indicação ao Goya, estrenas Matar Deus e Campeões e debutas como professora de interpretação de OT. Em breve voltará a quarta Vis a vis. Podemos dizer que este é o seu melhor ano, profissionalmente falando? Depois de 22 anos picando pedra, depois de tantos anos plantando estou colhendo o que semeou. É um ano para enquadrar, sem dúvida.

O que Matar Deus, uma comédia de humor negro ou um drama ácido?

, E de cada personagem que me dão é mais bonito, tem mais nuances, e trabalha com pessoas que admira apaches. É um bombom após o outro. Não sei quando vai acabar, mas eu colocaria o stop aqui para desfrutar um pouco mais do que isso. O que Matar Deus, uma comédia de humor negro ou um drama ácido? É um filme necessário e que surpreende. Diria que é um filme politicamente incorreto e de uma liberdade extrema: você chora, você ri e pensa.

O mais interessante do mundo é que, com o humor pode pensar e tem esse papel. No filme, cada um dos protagonistas vai para o jantar de Fim de Ano, arrastando uma sombra própria, um pecado ou um drama pessoal. Como foi fácil simpatizar com o seu personagem, uma esposa infiel?

Eu estava vivendo um momento bastante complexo emocionalmente e eu entendo perfeitamente. Quando recebi o roteiro, perguntei-lhes se não teriam errado porque em nenhum lugar estava “gorda”. Um vagabundo aparece no casarão assegurando a ser Deus e os protagonistas terão de lidar com a situação que lhes suscita: o extermínio da espécie humana, exceto duas pessoas.

Se você dependiese, A Blanca Suárez e Mario Casas, saíram uns meninos muito bonitos, talentosos e boa gente, como são eles. Isso, quanto a espécie humana. Se eu penso em mim… Aí eu me debato entre quem quisesse e o futuro da espécie. Claro, antes salvaria alguém a quem quisesse, mas se devemos repovoar o planeta… É um grande debate, mas, por sorte, não vai passar. Um mérito do filme é que a personificação de Deus não é ofensiva. Ou ainda, um filme de humor negro. Esse equilíbrio é muito delicado.

Porque, no fundo, há muito respeito. Já se me têm inchado nariz”. Dizias há pouco em Shangay que com este filme, veremos que já não és a gorda do cinema português, mas, simplesmente, atriz. Por que reflexionaste que isso seria assim? Que tipo de papel você estava acostumada a receber?

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Me chegou este roteiro quando estava lendo o de Peles. Perguntei-lhes se não teriam errado porque em nenhum lugar estava “gorda”. Era a primeira vez em 20 anos que não o deixava e me surpreendeu. É a magia que estes personagens, os eternos secundários do cinema português, os freaks, se quiser chamar assim.

Mas o nosso físico da mesma. Emilio Gavira, isto é, Deus, poderia ter medido dois metros, como Thor ou ser o preto do whatsapp. E eu poderia ter sido uma escandinava de metro e oitenta. Dava igual porque o surreal era a situação. Emilio Gavira, isto é, Deus, poderia ter medido dois metros, como Thor ou ser o preto do whatsapp. E eu poderia ter sido uma escandinava de metro e oitenta. Não é periodísticamente correto, mas deixe-me colocar como exemplo: eu cresci vendo grandes como Florinda Chico, Rafaela Aparicio, Juanjo Menéndez-proença de carvalho ou José Luis López Vázquez. Hoje, na maioria das séries, só vejo bonitas e apertos.

Por que você acha que acontece isso? Hmm… Acho que é porque ele tenta ser mais mainstream e seguir a idéia do blockbuster, o que nos afasta de nossa essência. Os filmes de Municípios ou, mais recentemente, Da comunidade, de Álex de a Igreja ou as tropas de Javier Fesser. É como uma moda: para alguns, antes que a ação se trata de vender um produto.

Temos essa tendência a homogeneizar os cânones, mas acho que está mudando: por exemplo, as mulheres Vis a vis somos todos diferentes. É necessária a participação de produtores e pessoas que se arrisque a fazer algo como Matar a Deus; se tivéssemos tido por trás uma ‘major’ talvez não tivesse saído.

Joana

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