Como Vender Nas Redes Sociais

Como Vender Nas Redes Sociais

Criar um perfil no Facebook ou no Twitter é fácil. Fazer amigos não. Isabel Ortiz sabe. Mumumío, o seu site para a compra de alimentos frescos aos pequenos produtores, começou a fazer barulho nas redes sociais desde o início, há quatro anos. Hoje tem 12.200 fãs no Facebook e 9.086 no Twitter.

Mas, para atingir essa massa de seguidores não tem sido fácil. “Não é tanto uma questão de dinheiro mas sim do tempo que lhe é dirigida”, afirma Ortiz. A empresa deu a um de seus cinco funcionários a tarefa de manter atualizado o blog e as sete redes em que estão presentes. “Agora o Facebook mudou seu algoritmo é mais difícil de aparecer entre os primeiros.

Custa que te vejam, se não você paga por isso, mas independentemente disso, há que ser muito constantes, lançar campanhas originais e vanguardistas”, diz. Entre 2012 e 2013, o percentual de empresas com menos de 10 funcionários que usam redes sociais triplicou até atingirem 27%, segundo o último Relatório ePyme de Fundetec. Outro estudo, da associação Adigital, aponta que 85% das empresas espanholas usam as redes com fins de negócio, principalmente para melhorar a sua imagem de marca, aumentar a sua notoriedade e promover produtos ou serviços.

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Se bem que esta última pesquisa incluiu empresas de todos os tamanhos, mais de 70% foram pequenas e médias empresas. Não há dúvida, portanto, a importância que este novo canal de venda está ganhando entre os pequenos negócios. Mas, como demonstra a experiência de Mumumío, converter fãs em compradores requer tempo e conhecimentos que nem todos possuem. Questões básicas, como por onde começar, ou se você tem que estar presente em todas as redes ou apenas nas principais podem suscitar sérias dúvidas. Nesse sentido, a primeira recomendação dos especialistas é ouvir e depois falar. “É de senso comum, mas quase sempre se faz ao revés”, adverte Rodrigo Miranda, diretor geral do ISDI (Instituto para o Desenvolvimento da Internet).

“em Primeiro lugar, há que identificar onde estão conversando nossos possíveis clientes. Santiago Hernandez, professor do mba de marketing digital da Universidade a Distância de Madrid (Udima) concorda: “O primeiro que há que fazer é definir metas. Uma vez que tenhamos claro o que é o que queremos conseguir, precisamos definir uma estratégia e é aí que entramos no processo de selecção das redes que nos interessa estar”. A estas juntaram-se, nos últimos tempos, outras relacionadas com o mundo da imagem, como Instagram e Pinterest. Por outro lado, estão as redes sociais especializadas em determinados domínios e que será necessário incluir na estratégia se o negócio que está relacionado com esse setor.

Por exemplo, o Foursquare, que ajuda a encontrar bares e restaurantes, é inevitável para um hospedeiro, enquanto que Timpik, que entre em contato com pessoas que praticam esportes de equipe, como o futebol ou de padel, deve ser interessante para uma marca de roupa esportiva. A capacidade que a empresa tenha de administrar as contas é também um fator determinante.

A especialista recomenda, também, que esta tarefa cabe em um nativo digital, ou seja, alguém que esteja familiarizado com as tecnologias móveis, desde a infância. Já postos a escolher, fauquier airport aponta que o volume de usuários, o Facebook e o Twitter são as duas redes mais poderosos, se o que se quer é captar novos clientes. A primeira registra em Portugal 17,5 milhões de usuários ativos por mês, e a segunda, 6,5 milhões, de acordo com a última medição da Comscore do tráfego da web em um PC (não inclui dispositivos móveis).

o Twitter, no entanto, é mais eficaz para a mídia, celebridades e atletas, mas também serve para as empresas para prestar um serviço de atendimento ao cliente imediatamente. José Luís Zimmermann, diretor geral de Adigital, acredita que ambas são igualmente valiosas. “O Twitter é uma rede de conteúdo onde o importante é a prescrição, o intercâmbio de informação, a influência.

Joana

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