Como Dizer ‘não É Não’ Na Era Da Sexualidade Explícita

Como Dizer ‘não É Não’ Na Era Da Sexualidade Explícita

Assim que começa a sexóloga catalã Marina Castro Leonarte um de seus workshops. Rapidamente, ouvem-se palavras que tentam terminar a frase. Uma cena que, para esta especialista, resume alguns dos problemas que, como sociedade, temos de resolver para evitar que casos como o do Rebanho, ou os jogadores da Arandina se repitam.

Em ambos é fundamental o conceito de consentimento, um termo que nunca como agora tem sido parte da conversa social em Portugal. Nos campus universitários dos Estados Unidos, onde há décadas que a cultura de estupro chicoteia as estudantes, decidiram converter o consentimento sexual entre duas pessoas, em algo praticamente público, para evitar problemas maiores.

Há que burocratizar as relações sexuais em prol de uma sexualidade mais saudável e, sobretudo, para reduzir os abusos e violência sexual contra as mulheres? Então, abordavam, precisamente, “a determinação ou não do consentimento da vítima e de seus possíveis reações diante de uma situação como a que descreve os factos provados”. No entanto, o consentimento ou o não consentimento da vítima foi chave na sentença; dois magistrados disseram que não queria e que sim, você fez. Também foi um elemento a considerar, se a vítima se sentiu ou não dor.

Os dois magistrados que consideraram que não consentiu também adujeron que emitia gemidos de dor; suspiros que o juiz discordante lhe pareceram outra coisa porque a mulher disse “não ter sentido dor”. Mas os especialistas em saúde mental – saúde mental se acredita”, enfatizaram – pensam que “não é determinante o fato de que tivesse resposta sexual, pois, nesses momentos, o organismo produz substâncias para produzir uma carga de trabalho de enfermagem frente à dor”. E a seguinte chave que insistem que “no imaginário coletivo que domina a nossa sociedade está estabelecido que as mulheres precisam ser insistidas e aceitam o sexo, embora, em princípio, não queiram”.

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Castro Leonarte, para quem usar um kit de consentimento “quebras de fluidez sexual”. Também para González “a pornografia seria a ponta do iceberg”. Embora os dados são preocupantes. O relatório chega a afirmar que “aqueles adolescentes que, intencionalmente, consumindo pornografia de conteúdo sexual, violento têm seis vezes mais chances de ser agressivos sexualmente”. Por que o ato mais íntimo, belo e poderoso que duas pessoas podem fazer juntas se vê imerso na mais absoluta complicação? Crie esta psicóloga galega que “não nos ensinam a nós, para nos relacionarmos bem, com empatia, com respeito e com consentimento”.

o E a dos homens, que se lhes diz? Ou melhor: Como falam entre eles, quando o sexo se trata? Desde a sociologia fala Manuel borges correia, que normalmente, em redes sociais, fomenta o debate relacionado com a sexualidade, a moral, o feminismo e a ideologia de gênero. Como as anteriores especialistas, Perdomo não tem fé na utilização de um kit de consentimento.

Como o resto de especialistas consultados, insiste em que, para além disso, este pode ser revogado em qualquer momento durante a relação sexual, ergo o papel assinado pouco valeria a pena. Este “respeito” que Perdomo menciona, pode ser aprendida entendendo como gerem o consentimento aquelas pessoas que praticam sexo não convencional, como é o caso do BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Uma vez que suas práticas sexuais são extremas, é habitual que admitidas à negociação, assinar e seguir à risca um contrato que estipula o que se pode fazer e o que não pode fazer. É mais, utilizam também o que é conhecido como a palavra de segurança.

Em qualquer momento da relação, se um membro está desconfortável, você pode usar a palavra acordada e a outra pessoa, deve, de imediato, parar. Mas Pérez não vê diferenças entre o consentimento sexual em práticas de BDSM e o consentimento em que se conhece -o ambiente mencionado – como o sexo baunilha.

Mesmo assim, como “um dos pilares do BDSM é a comunicação”, Perdomo vê possibilidades de aprendizagem em suas dinâmicas. É uma investigação de 2016 publicada no The Journal of Sex Research, já afirmava que “participar em uma cultura do consentimento está associada a crenças menos próximas a apoiar uma violação”. Tentava trazer alguma luz sobre a importância -ou não – do consentimento em supostos casos de violação a professora de Harvard Law School Catharine MacKinnon lá por 2012, em uma pesquisa intitulada a Redefinir a violação.

Joana

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