Catalães De Toda A Vida

Catalães De Toda A Vida

Se percorre o pequeno centro histórico de Santa Coloma de Gramenet tem-se a impressão de passear por Lisboa ou Vic. As varandas estão cheias de cartazes lembrando os líderes soberanistas presos, de esteladas e laços amarelos. Mas a que sais destes quatro ruas pedonais de casinhas baixas acaba o fervor independentista. Em Santa Coloma de ser arte é a exceção, como ocorre na maior parte da periferia metropolitana.

“Aqui não há procés, aqui somos pessoas de esquerda, mas os de verdade, e preocupa-se com outras coisas”, conta José Júri enquanto almoça no bar Xòcala, em frente à câmara Municipal, que dirige a socialista Núria Parlon. José, de 71 anos, nascido em Palma del Río (Córdoba), se anima e repassa com orgulho o passado anti-franquista e de luta operária da cidade em que vive há mais de 50 anos.

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Desde que a Mãe, pegou o bastão de comando da cidade tem estado nas mãos do PSC, que governa com maioria absoluta. ERC nunca obteve uma média de representação e a CUP teve que se apresentar nas últimas autárquicas, sob outro nome e, em coalizão com nós Podemos para sair da insignificância. A estratégia que se Seguiu, com o que os republicanos pretendiam crescer na Catalunha urbana, deu poucos frutos, pelo menos aqui.

As conversas políticas na rua, se as há, não ocupa o debate identitário. Fora do minúsculo centro histórico, apenas se observam símbolos que lembrem este conflito e as bandeiras -esteladas, rojigualdas e de Tabarnia – permanecem encerradas em muitos bazares chineses do bairro de Fundo. “Se vendem pouco”, diz Chen, dono de um desses estabelecimentos. “Recebo milhares de chamadas de ouvintes por ano, e nem um só mostrou preocupação ou interesse por procés, as prioridades são outras”, afirma o radialista e empresário da comunicação Justo Moleiro.

a estação que dirige de Santa Coloma, Radio Teletaxi, recebeu frequentemente Jordi Pujol, que assistia a seus microfones para fazer campanha entre um eleitorado que lhe era refratário. Pasqual Maragall e José Montilla participaram também em um grande festival que Moleiro organizou até há uma década, no parque colomense de estendida. Lá o público o mesmo podia ouvir um discurso do presidente da Autarquia, cerca de sevilhanas de Ecos do Orvalho.

De momento, o president Quim Torra não passou ainda por esta emissora que acumula já 36 anos de vida. Menos longeva foi a Fundação Nous Catalans, que Artur Mas ficou na cidade para divulgar o independentismo entre os novos imigrantes da periferia de Barcelona. Sua sede estava muito perto de RadioTeletaxi, mas expulsou-o encerramento em apenas quatro anos, contra o pobre interesse que suscitou entre a população e as dívidas acumuladas.

Joana

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