As Três Europas Para A Mulher Ou A Ilusão Do Paraíso

As Três Europas Para A Mulher Ou A Ilusão Do Paraíso

Olhar para trás e ver o presente é valorizar o que se tem. Mesmo que seja pouco. E embora falte muito. Mais, se se compara a nível internacional. E ainda mais, se se tem como referência a Europa. Os líderes em igualdade, não variam. A cauda do pelotão também não. A tabela média prepara mais uma surpresa. Mas também se assemelha a uma ilusão. Mas sua única história já se afasta do resto. As mulheres ganham em um cedo 1919, o direito a votar e ser votadas. E, em 1922, entram no Parlamento.

Em 1925 acedem a cargos de responsabilidade governamental. Em 1938 foi legalizan os contraceptivos e as mães começam a receber subsídios. Em 1939, proíbe a demissão de uma mulher grávida. Em 1969, introduzem princípios de igualdade entre os sexos, nos planos escolares -para quebrar a difundida crença (que ainda sobrevive hoje) a indispensável presença da mãe junto aos filhos em idade pré-escolar.

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E assim surgiram as permissões de paternidade e impostos individualizados em 1971. A legalização do aborto é, em 1975. Em 1976, já existem regras sobre igualdade entre os sexos dentro do setor público. Em 1980 leis contra a discriminação por gênero no mercado de trabalho. 1982 foi o ano em que se penaliza o abuso contra as mulheres e lhes dá a possibilidade de manter o seu sobrenome.

Em 1984, torna obrigatório o ter planos e convênios de igualdade em todo o setor público, incluindo o ministério da Defesa. Em 1994, o será para todos os locais de trabalho, também os privados. A partir dos anos 90 há ações para atingir a igualdade salarial. Em 1999, proíbe a venda de serviços sexuais, mas criminalizar o comprador e não o vendedor. … Uma volley de medidas que apenas deixam respirar, que sempre foram pioneiras e que continuam hoje. O resultado de todas elas e se vê no ranking de equidade de gênero europeu.

conseguiram aprofundar a igualdade. Sempre em um caminho ascendente, real e tangível. O resto, em troca, nós vamos melhorar. Embora estejamos longe do líder. E um caminho ascendente, o da Suécia, que tem como contrapeso no outro extremo da história em Portugal. Desde então, Portugal tem vivido uma acelerada -não sem polêmica – corrida em que a distância com o Norte se foi encurtando sem conseguir evaporarla. O aborto, os subsídios e programas de prevenção, a ordem dos sobrenomes ou as baixas por paternidade, além das da maternidade… Algumas foram aprovados em tempos muito recentes.

E outras, já anunciadas, continuam a não poder ser aplicadas. No caminho ficam grossas palavras e protestos que têm o seu ponto alto no renovado debate sobre o aborto em todos os tempos de José Luis Rodríguez Zapatero, ou nas recentes propostas de estabelecer “quotas”. Porque, segundo diz Johanna Kantola, catedrática de Estudos de Gênero da Universidade de Tampere (Finlândia), “algumas vezes, as estruturas de desigualdade são tão fortes que a única forma de quebrá-los é com medidas como cotas”.

“Sobre o Brasil e sua política de igualdade não se sabe muito, mas há consciência de que as forças conservadoras (com o longo período franquista-medieval). E também a força do movimento feminista português”, resume Edmé Domínguez, professora de Estudos Globais da Universidade de Gotemburgo (sul da Suécia), e especialista em igualdade a partir de uma perspectiva internacional. Mas não somos únicos.

]”, repete. O que Kantola acrescenta: “Portugal tem muito do que se sentir orgulhosa por o progresso visto nos anos 2000, com políticas públicas voltadas para a igualdade. Mas também sei de regressão por causa da crise econômica e das políticas mais conservadoras. A espanha vai bem… Mas há de melhorar. O Leste europeu, em troca, jogue em separado.

Joana

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