As Lições Aprendidas Com Os Atentados Do 17-A

As Lições Aprendidas Com Os Atentados Do 17-A

Os atentados terroristas na Catalunha serviram para detectar deficiências de nosso sistema de proteção que foram aproveitados pelos terroristas. As Forças de Segurança do Estado e os Mossos d’Esquadra) fizeram um exame crítico do que aconteceu há um ano para colocar em prática estratégias que seladas essas rachaduras.

trata-Se, por outro lado, de algo que acontece cada vez que ocorre um evento dessa entidade e, em nenhum caso, quer dizer que houve negligência. Um ataque só pode acontecer porque antes houve algum erro, ou uma deficiência no sistema de segurança. Esta é a máxima com que trabalham os responsáveis policiais de todos os Corpos, que são, isso sim, que “é impossível garantir a segurança a cem por cento”. Por isso, depois de um ataque terrorista, os especialistas dedicam muitas horas a detectar novas vulnerabilidades que tenham sido aproveitadas pelos criminosos para melhorar os planos e protocolos de atuação.

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17-A, é claro, não foi uma exceção. Tanto o recrutamento dos terroristas e a sua própria organização diferem em alguns aspectos chaves com as conhecidas até agora. Para a formação da célula, que atuou no Barcelona e Cambrils a chave ficou nas relações interpessoais prévias para a radicalização. Neste caso, tratava-se de pessoas com vínculos familiares e de amizade, o que garantia uma forte coesão interna do grupo.

Havia um “núcleo duro” formado por Youness Abouyaaqoub, Mohamed Hichamy e Said Aalla, e ao seu redor o resto se foi unindo a célula. O único que estava fora desse grupo era o ímã, Abdelbaki É Satty, e a pesquisa não conseguiu esclarecer se quando chegou a Ripoll a célula já estava radicalizada ou foi ele quem fez o trabalho.

Mas, sem dúvida, o principal fracasso do ponto de vista da segurança, é que sendo tão numerosa a célula ninguém a detectar, e isso apesar de que se movia em uma comunidade relativamente pequena, como é Ripoll. Isso obriga as Forças de Segurança a repensar as suas técnicas para encontrar este tipo de grupos que terão de ter em conta aspectos que até agora não eram consideradas muito relevantes.

A célula não tinha atividade em rede, nem os seus membros faziam buscas para conseguir material que lhes “alimentasse” seu radicalismo. Sem dúvida, tomaram essa decisão porque estavam muito a par das inúmeras operações das Forças de Segurança contra indivíduos que consomem propaganda jihadista que são transferidos das redes sociais, a internet escura. Isso não quer dizer que os terroristas não teriam acesso a este tipo de material, mas o faziam de uma forma muito mais segura para eles.

Algum de seus familiares foi contada aos investigadores que para ver esses vídeos conectavam memórias externas a seus computadores. No entanto, não há nem rastro de comentários seus em redes sociais ou qualquer outro elemento externo que os identificaria como muçulmanos radicalizados e com ambição de cometer uma chacina.

Sua única atividade, em datas próximas aos atentados, foi procurar informações sobre os alvos a atacar. Os dados não deixam margem à dúvida. Entre 12 e 27 de julho, a célula comprou 340 litros de peróxido de hidrogênio diluído a 30 por cento em Tortosa. O primeiro desses dias Mohamed Hichamy, acompanhado por outra pessoa, adquiriu 100 litros e o resto o seguinte.

Joana

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