As Chaves Do ‘safari’ Empresarial No Continente Negro

As Chaves Do ‘safari’ Empresarial No Continente Negro

No mercado local de Goma, na REPÚBLICA democrática do Congo, os quilos de bananas são vendidos quase ao mesmo preço que os telefones móveis. Nas esquinas das ruas as vendedoras de porta se confundem com os de cartões de carga para os aparelhos. Muitos congoleses não têm meios para prover suas necessidades básicas, mas sim carregam um celular no bolso. A comida escasseia, mais do que a telefonia.

O Mundo na África Internet Group. Os especialistas acreditam que o século XXI será o africano. Mas a imagem que se tem do continente está mudando e hoje já conta com uma taxa de 5,5% do total de projetos de investimento estrangeiro no mundo, segundo a Casa África. Além disso, a chegada de dinheiro estrangeiro cresceu 20% desde 2007. “As mudanças por que passaram alguns países da região já começam a ser reconhecidos”, explicam os especialistas da África Internet Group. A revolução tecnológica, por exemplo, fez com que muitas empresas nos leva a todos suas dúvidas e apostem investir na área.

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No continente encontram-se em circulação cerca de 67 milhões de smartphones e, em 2025, haverá 360 milhões, segundo as previsões do referido grupo. Além disso, prevê-se que em 2018 a metade da população africana já tenha acesso à Internet. Em Serra Leoa, país castigado por último surto de ebola, prevê-se um avanço do PIB de 11,6% este ano.

A África representa 2,2% das vendas globais de comércio eletrônico.

de Acordo com a Africa Internet Group, os países que oferecem melhores perspectivas para as empresas são aqueles onde a penetração da Internet e dos celulares é maior. Nesses lugares “a demanda de aplicativos de qualidade aumenta a grande velocidade”, observam. Também no continente negro, o móvel é mais do que uma mera ferramenta para conversar. A África representa 2,2% das vendas globais de comércio eletrônico. Estas cresceram 31% em 2011. Em Laos, Nigéria, duas empresas de e-commerce são distribuídas a procura de 21 milhões de pessoas.

Nigéria é, de acordo com o último estudo da agência Bloomberg, o país africano com maior projeção e uma das 20 economias que estão experimentando um crescimento mais rápido, atrás apenas de China, Filipinas, ou do Quênia. 38% da população prefere comprar pela Internet do que nas lojas. De acordo com o ministério de Tecnologia do país, o comércio eletrônico tem atraído investimentos estrangeiros de 200 milhões de dólares e tem contribuído para o desenvolvimento das infra-estruturas, da publicidade e da logística. Evangeline Wiles, diretora de Kaymu, a empresa de compra on-line líder do país e presente em 18 países africanos.

de Acordo com a Casa África, há também oportunidades de negócio para as empresas de infra-estruturas e transportes, e para as do sector agro-alimentar. Se as más infra-estruturas, em alguns países, são um obstáculo para algumas empresas, isso é uma vantagem para os grupos que se encarregam de construir estradas ou ferrovias.

A burocracia é outra das barreiras com as quais são confrontados os empresários que querem fazer negócios no continente. Também o marco regulatório, pois as normas e as legislações mudam frequentemente como resultado da instabilidade política. A isto juntam-se as dificuldades para abrir uma empresa, uma conta bancária, ou obter uma autorização de trabalho em alguns estados.

Joana

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