Absentismo Laboral: Os 4.998 Dias Sem Dar Pau A Água Do Musculoso Funcionário Do Psiquiátrico

Absentismo Laboral: Os 4.998 Dias Sem Dar Pau A Água Do Musculoso Funcionário Do Psiquiátrico

Hoje tem 60 anos, mas os últimos 15 apenas 18 meses estava em seu posto, como auxiliar de enfermagem. O resto passou entre férias e baixos, mas sempre cobrando (1.500 euros). Dizem que o seu absentismo começa com sua paixão pela musculação. O que ele diz? É um “crack”, dizem alguns. E até há sindicalistas que falam dele como de “um absentista patológico”.

O caso é que a história de João Carlos, conhecido esta semana, já indignado, e muito, especialmente para quem segue sem encontrar trabalho ou malviven com uma ajuda de 300 ou 400 euros por mês. Este não é o caso. Aos 60 anos, solteiro e fã de musculação, leva a nada menos que 4.998 dias sem dar pau na água.

ou seja, 13 anos e dois meses, alternando baixas e férias – cobrando 1.500 euros sem recorrer ao hospital público Doctor Esquerdo, para doentes mentais, onde trabalha (por assim dizer) como auxiliar de enfermagem. E o que é mais surpreendente: sem cometer alguma ilegalidade. Com a lei na mão. E a assinatura de seus médicos em baixas, que, em sete ocasiões, as arrastaram um ano e três deles duraram até o ano e meio, como nos confirmam fontes de Saúde andares.

E volta a começar. Desde o dia 30 de março de 2001 até julho de 2017 (desde julho do ano passado está de alta, mas o serviço médico da Câmara foi dado como “não apto” para desempenhar o seu trabalho). A razão de 1.500 euros por mês. Um procedimento que, no entanto, nem os sindicatos, nem a própria Segurança Social consideram ilegal. Um caos de cariz administrativo que estes dias tem disparado o cabreo dos cidadãos.

Câmara andares levam dois anos e meio, dizendo que João Carlos B. M., que, desde 1988, é auxiliar de enfermagem, “não é adequado” para desempenhar o trabalho. Nem a Província de Alicante e a Segurança Social são capazes de fazer frente a esta prática, já que o procedimento utilizado pelo “baixista” Juan Carlos é tecnicamente legal.

De fato, nos últimos 15 anos, apenas trabalhou 18 meses. Até os sindicatos têm abordado o problema: “É um baixista de profissão, que se foi buscando a vida para estar sempre de baixa”. O deputado de Pessoal do organismo provincial, Alexandre Morant, da culpa, da Segurança Social, por não ter-lhe dado uma incapacidade ou tê-lo forçado a voltar a trabalhar. Morant também garante que tentaram ir contra o médico que assinou boa parte das baixas, mas que não o conseguiram. A origem dos problemas do auxiliar João Carlos nada teria a ver com a tão socorrida picaresca espanhola.

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Desde que a sua história saltou para a rua, Belvis (como o conhecem em sua ala) se fez invisível. Em seu portal, abundam as câmeras de televisão e microfones de rádio. No entanto, seu Facebook, uma exposição na cor de sua outra vida, sexta-feira, ainda estava aberto. Bem é verdade que as últimas fotos penduradas datam de janeiro de 2009. O seu melhor aliado, agora, é a própria Câmara de Coimbra, que passou de expedientarle a ficar do seu lado.

Quer se livrar dele e para isso, sua estratégia tem sido a de tornar-se o pedido do “absentista” João Carlos B. para que dêem a incapacidade permanente para o trabalho. A única declaração que transcende do oficial, realizada pelo jornal Informação, ele dizia assim tanta ausência de trabalho: “Muitas pequenas coisas que no final se juntam e me impedem de trabalhar.” Ele, claro, nega que amarre baixas e férias, para burlar suas obrigações trabalhistas.

Joana

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