A Idade Como Flagelo De Trabalho

A Idade Como Flagelo De Trabalho

foi criada uma associação em Portugal para lutar contra a discriminação no local de trabalho por motivo de idade. Não é a primeira organização dedicada a lutar contra a discriminação por idade no nosso país. Outras, como Stop Discriminação, Associação contra a discriminação por idade, há anos, lutando na frente legal. Esta nova parceria, no entanto, chama a atenção por seu nome tão prosaicamente explícito, Encontrar Emprego Mais de 50 anos, e pela sua estratégia de premiar as empresas que manifestem explicitamente não discriminação por idade na seleção de pessoal.

Assim, esperam gerar a idéia de um clube especial, cuja publicidade, é de supor, vai atrair simpatia e clientes para essas empresas, o que convidará outras a subir ao carro de não-discriminação. Temo que não será suficiente. Fará pouca mossa no clima de brutal discriminação por idade que se vive neste país, e que é abertamente encorajado e incentivado pelas instituições do Estado, por governantes e legisladores. O desemprego juvenil tornou-se justificativa incontestável para todo o tipo de excessos legislativos.

Com fins claramente electoralistas, pretende-se converter os direitos de uns em privilégios de outros. O desemprego juvenil é uma vaca sagrada no discurso político. Quem se atreveria a colocar cola a qualquer medida aparentemente dirigida a saná-lo? Não se sabe se é pura incompetência ou mero maquiavelismo de campanha eleitoral para o que enfrentamos no país.

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Provavelmente, uma combinação de ambas as coisas. Os subsídios e benefícios com que se privilegia a um setor da população não são gratuitos. O privilégio de alguns, que tem como contrapartida um custo para outros. Que, infelizmente, longe estamos aqui para isso. Em Portugal o mercado de trabalho é o mais parecido a um mercado de escravos, onde o empregador se permite a liberdade de oferecer trabalho a pessoas entre os 25 e os 32 anos”, “de boa presença”, e assim por diante.

O desemprego juvenil não se cala domingos, com privilégios de acesso ao mercado de trabalho para os jovens. Do mesmo modo que ninguém gostaria de ser operado do coração por um jovem de 25 anos, recém-saído da faculdade, em qualquer outra profissão também queremos ser atendidos por profissionais com experiência e qualificação.

O desemprego juvenil se resolve com medidas estruturais e não de discriminação. Há falta de promover postos de trabalho com salários dignos para pessoas em processo de formação. Mas entenda-se bem que não por idade, mas para qualquer pessoa que esteja iniciando uma carreira profissional, mesmo que seja aos 50 anos de idade.

Joana

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