A Greve Global Aflora

A Greve Global Aflora

Quando na Semana Santa os tripulantes de cabine da Ryanair em Portugal foram para a greve, a companhia compensou o desemprego com trabalhadores de outros países. Mas, por que estão demorando tanto para perceber os trabalhadores dessas empresas, se há décadas que os funcionários das multinacionais automobilísticas têm comités de empresa europeus?

“Eu trabalhei há anos em Roma. E quando você está lá fora não pensa em melhorar as condições de trabalho na empresa. Só pensa em mudar de empresa quanto antes”, respondeu Ernesto Igrejas, responsável do setor aéreo de USO . Depois daquele desemprego em Portugal, os sindicatos de vários países reuniram-se em Lisboa para tratar de uma estratégia comum.

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A greve do próximo dia 25 e 26 está convocada em Espanha, Portugal e Bélgica, para que se reconheça os sindicatos e equalize o salário dos terceirizados. A alemanha caiu de a convocação de quinta-feira, quando a empresa chegou a um acordo com a organização sindical Ver.di, com o que tem quebrado a unidade dos trabalhadores europeus.

No Amazon passou algo parecido com os funcionários de diferentes países. Douglas Harper há seis anos, que trabalha no Amazon em Madrid. Em abril, participou de uma reunião em Roma com sindicalistas de todo o mundo que trabalham na empresa de comércio eletrônico no âmbito da Uni Global Union.

Ao final, optou por deixá-lo para mais tarde, mas mesmo assim os trabalhadores de Madrid, da Alemanha e da Polônia concordaram em um protesto por diferentes motivos, estes últimos dias. A planta de madrid San Fernando de Henares era pela convenção. “Claro que temos contato com os outros centros. Nossa greve, apesar de ser local contou com o apoio de colegas de todo o mundo”, explica Harper, que acrescenta que solicitou à direção da companhia, a criação de um comité de empresa europeu. Fontes de Amazon disseram que “não reconhecemos as afirmações dos sindicatos como uma descrição certa do que acontece dentro de nossos centros logísticos europeus. Somos uma empresa justa e responsável”.

A coordenação global dá-se também, mesmo entre os trabalhadores de empresas pouco ou nada sindicalizadas. O diretor de Conjuntura e Estatística Funcas e ex da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Raymond Torres, considera que o fato de que se globalicen os protestos, mesmo sem que haja sindicatos por meio “não é fortuito. A informação globalizada pode dar lugar a conflitos em vários lugares ao mesmo tempo”. Alfambra acrescenta que “o importante é que a mobilização local alimenta ou promove a internacional”.

Joana

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