A “era Do Terror” Foi Ontem, E Muitos Viveram De Lado

A “era Do Terror” Foi Ontem, E Muitos Viveram De Lado

Após a Segunda Guerra Mundial veio a reconstrução da Europa. Pouco depois da guerra fria. Quase em paralelo a descolonização. No caminho ficaram centenas de vítimas; mortos do que na Europa Ocidental se destacam na comparação com as vítimas que o terrorismo jihadista nos deixa nesta primeira parte do século XXI. Porque os conflitos de ontem continuam a ser, ainda hoje, os que mantêm o sangue lembro-me de todo o mal que pode ir, em nossas sociedades, o aglomerado de desencontros que definem toda uma época.

Os grupos terroristas sempre morrem”. A história recente lhe garante. Comparar o número de atentados e mortes por terrorismo entre a segunda metade do século XX e hoje é desmentir tópicos. Primeiro, porque para além do número mudam as caras. E para corroborarlo você só tem que observar a diferença entre as grades dos anos 70 e 80 com as de hoje. Também mudam os países mais atingidos. Sobressai durante grande parte da segunda metade do século XX, Reino Unido, seja da mão do IRA como de atentados como o de Lockerbie, com o governo líbio de Muammar Kadhafi como principal indicado.

O País Basco e a Espanha, um dos cenários ‘protagonistas’ no terrorismo que define a segunda metade do século XX, não eram, no entanto, uma exceção. Porque semelhante acontecia em outras latitudes da Europa Ocidental, durante os chamados anos de chumbo. Rogelio Alonso, professor titular de Ciência Política da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid e especialista em terrorismo (acaba de publicar, de fato, A derrota do vencedor. “O medo era uma constante que obrigava a viver sob o estado de alerta permanente.

A incerteza do terror que podia bater em qualquer instante estava presente em todos os momentos”. Como, por exemplo, se deu naqueles ambientes em que a extrema-esquerda e direita se colocavam a uma caminhada de rua. Neste caso, a diferença de ETA e o IRA, o ponto de partida já não era tanto um problema identitário como ideológico.

Não, como hoje, a ver fantasmas de ‘invasão’ da mão-de-a população muçulmana, embora, na realidade, esta apenas seja uma poeira em demografia do Velho Continente. Na Itália, como na Alemanha ou outras partes da Europa Ocidental, os ameaçados eram os empresários, políticos do partido do governo ou oposição, jornalistas, juízes e policiais ou militares e até mesmo anônimos trabalhadores. Também, por vezes, tentando de forma mais indiscriminada, colocando artefatos em locais públicos e movimentados, como praças, estações de trem e trem ou agências bancárias.

E a que frequentemente se somavam confrontos entre os militantes de ideologias opostas, alguns terminando de forma trágica. ] Milão, Turim e Roma, em menor medida, Pádua e Gênova. O resto da população vivia de forma indireta, esses eventos”. Todos acabaram presos em 1972, após alguns ataques, contra -acima de tudo – as bases militares dos EUA Foram condenados a longos períodos de prisão.

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Com eles também começou a ação por parte do Estado alemão de vigilância, detecção e repressão para os suspeitos de terrorismo. No caso da ETA, os especialistas dão várias datas-chave. Na Irlanda do Norte aconteceria algo semelhante. Alonso destaca-se, acima de tudo, o atentado de Omagh de 1998, onde morreram 29 pessoas-entre elas dois jovens estudantes espanhóis de visita da cidade – depois de explodir um carro-bomba no centro de um sábado à tarde. O chamado “IRA Autêntico”, uma cisão do IRA Provisório, após decretar este um alto o fogo, reivindicou a ação quando os representantes deste último estavam por entrar no governo autónomo depois de assinar os chamados Acordos de Sexta-feira santa.

“O massacre causou um enorme impacto em uma sociedade que voltou a sofrer um ataque indiscriminado quando se pensava que jamais voltaria a ser testemunha desse tipo de violência”, resume. Foi, de novo, a renda final. Antes, as estimativas do tamanho do conflito na Irlanda do Norte já falavam por si só.

Citação, por sua vez, duas datas-chave para sua carreira. Calcula-Se que até 24 organizações de extrema-esquerda e quatro de extrema direita que chegaram a matar pelo menos uma vez na Itália, em todos aqueles anos. O caso da Itália, recorda Re, tem que ver também com um período de ‘curto’, mas intenso. No final, como em todos os outros casos, e uma vez passados os anos 80, houve muito do contexto. Por exemplo, se olharmos para a violência entre os extremos do arco parlamentar, não se pode esquecer ou ignorar que a Itália, por exemplo, em plena guerra fria entre o mundo liberal-capitalista e o soviético-comunista, era um país-chave.

Primeiro, pela sua vinculação com o Ocidente e dos EUA Também porque ele era o maior Partido Comunista do outro lado da cortina de ferro junto ao francês, de forma que o que acontecia no país teve repercussões além da bota. Com o fim da guerra fria, em 1990, o apoio segredo da República Democrática Alemã e de outros países socialistas da ex-ALEMANHA acabou. Após a sangrenta segunda metade do século XX, a ameaça global do terrorismo jihadista e a organização de alianças globais difícil esse ‘antigo’ terrorismo. Fora para o IRA.

Joana

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