72 Receitas Para Criar Um Tratado De Cozinha Medieval 2.0

72 Receitas Para Criar Um Tratado De Cozinha Medieval 2.0

O reusense Martí Sans (24 anos) ia para o cozinheiro até que se encontrou com a fotografia gastronômica, a que se dedica profissionalmente há 5 anos. Mas cozinhar é algo que o entusiasma em que estudava na Escola de Hotelaria i Turisme de Barcelona.Foi lá onde começou a fazer fotografias. No ritmo atual, uma receita a cada duas semanas, Sans espera ter concluído no prazo de um ano e meio.

Que a Sans uma coisa leva a outra – da cozinha para a fotografia -, não seria a última. “Há um tempo, eu comecei a interessar-se pela música antiga. Comecei pelo barroco e fui para trás até que cheguei a música medieval.

  1. No Youtube: 15 vídeos publicados e 6.500 reproduções de vídeos
  2. Tunombre .com
  3. Quem vai escrever os textos
  4. SPFD (discussão) 04:12 20 nov 2017 (UTC)
  5. Free The Children (We Day)
  6. Seu site, um grande aliado

Isso me levou a me interessar por tudo o que fazia referência à idade média”, explica Sans. Tinha um exemplar de outro receituário antigo – o Llibre do Automóvel editado no século XVI -, mas não do Sent Soví. “Será coisa de um ano eu comprei a última edição que foi publicado e eu pensei que seria bom tentar cozinhar essas receitas, mas para mim. Isso me deu a ideia de criar o blog e documentar o processo”, diz Sans. A primeira dificuldade com que topou foi a linguagem em que está escrito o Sent Soví, “um catalão antigo que choca, e às vezes custa de entender”, diz.

Além disso, na opinião do autor do blog, é um livro que vai dirigido a entendidos, para cozinheiros da época, e há coisas que são dadas por sobreentendidas . Sobre este último aspecto, o fotógrafo explica que foi dado pelo fato de que, naquela época, as carnes eram mais duras e que deveriam precisar ficar mais tempo no fogo.

Por isso, e apesar de que tenta ser o mais fiel ao original, reduziu os tempos de cozedura. O mesmo acontece com alguns ingredientes, o que já não existem e que não pode substituir-se por nada mais. Para cada receita, Sans publica o texto original do Sent Soví, juntamente com a versão atualizada e a receita passo a passo, assim como ele preparou.

Além disso, contextualizada e há um pouco de pesquisa sobre cada prato, dando conta de receitas similares que se encontram em outras receitas. Como era a música que o levou até o Sent Soví, Martí propõe uma playlist do Youtube com música da época para “ambientarse”, enquanto se cozinha. Por último, o blog tem uma seção em que o autor referência todos os livros e informações que usa para documentar cada receita. Do trabalho realizado até agora, Sans destaca que é curioso ver como muitas das receitas são a origem de muitas outras atuais, e como existem diferentes versões de um mesmo prato em diferentes lugares.

Além disso, Sans explica que o Sent Soví serve também para dar-se conta de que pratos e preparações que talvez tenha gente que pense que tinham uma determinada origem, na verdade, vêm da idade média. “É o caso, por exemplo, dos agridoces e o uso do gengibre, que muita gente pode pensar que vêm da Ásia, mas que já se encontram em algumas receitas do livro”, explica Martí Sans.

Em seguida, Martí Sans nos propõe duas receitas do Sent Soví que ele já preparou e publicou em seu blog. A sosenga de coelho ou refogado de coelho é semelhante à forma como faríamos um coelho na caçarola atualmente, embora, obviamente, esta sosenga de coelho não leva produtos vindos da América.

Joana

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