Sapatos ‘molones’ De Design Português

Sapatos ‘molones’ De Design Português

Parece mentira que um dos centros nevrálgicos da capital, além do bairro, por excelência, dos descolados, não tivesse uma sapataria como tal. Malasaña tinha lojas de jovens designers, as roupas mais loucas, o último grito em decoração e até estabelecimentos de mais molones para os pequenos. Ah, e como não! Mas o que se passava com os sapatos para o dia-a-dia que se afastam das grandes cadeias?

] Nunca se apartou este dito, sua aldeia seria o bairro de La Boca, seus vizinhos e o porto. Em 1909, ele ficou doente de tuberculose, na época, a doença causava mortes. Seus pais o mandaram para a casa de seu tio, em Dolores, Córdoba, para que se curasse com o ar serrano.

] Tudo isso não contava com a simpatia de D. Manuel, porque descuidaba seu trabalho no porto. Sua vida foi a partir de então, muito semelhante ao wandering: durante algum tempo viveu na Ilha Maciel, onde se relacionou com ladrões e malandra, que não lhe incomodó. Chegou a conhecer uma escola de punguismo com base nessa zona, e ofereceram-lhe ser parte dela, mas não lhe interessou a idéia. Pintou várias telas com imagens do lugar e aprendeu muito dos punguistas que -além do roubo, disfarçando – tiveram uma série de códigos de honra e irmandade que lhe interessou. Benito queria crescer como pintor e sabia que precisava melhorar sua técnica para isso.

O professor Pompeu Boggio lhe ensinou técnicas de desenho natural. Junto com Quinquela estudaram Adolfo Bellocq, Guilherme Facio Hebequer, José Arato e Abraão Vigo, todos eles se inspiravam nos problemas sociais do país, segundo afirma o crítico Jorge López Anaya. Foi criado na avenida Corrientes 655 em um local cedido pela Cooperativa Artística.

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Você marcou como professor de Desenho na escola Frei Justo Santa Maria do Ouro, dependente do Conselho Geral de Educação, onde os trabalhadores adultos foram para completar seus estudos secundários, no horário vespertino. Quinquela lhes ensinava os segredos do desenho ornamental com o fim de aplicar a arte à indústria.

A revista Fray Mocho dedicou-lhe uma nota publicada em 11 de abril de 1916, que falava exclusivamente sobre ele, redigida por Ernesto Marchese intitulada O chapim-real, onde o autor expressa a admiração por sua obra. Este artigo o ajudou a tomar a decisão de dedicar-se por inteiro à pintura e, além disso, lhe permitiu obter o seu primeiro cliente, o imigrante português Dámaso Bordo radicado em são paulo, Buenos Aires.

Dámaso escreveu incentivado pela publicação e adquiriu a obra Preparativos de saída, que o pintor deu na pessoa de seu comprador, no porto. Lá conversaram e o português se interessou pela vida de Benito dado que ele mesmo havia adotado meninos órfãos, porque era incapaz de ter filhos próprios.

Joana

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