Pintura Barroca De Portugal

Pintura Barroca De Portugal

A igreja e as instituições com ela relacionadas (confrarias e irmandades), bem como os particulares que se encarregavam pinturas para suas capelas e fundações, continuaram a constituir a principal clientela dos pintores. Daí também a importância da pintura religiosa, que em plena contra-Reforma, é usado como uma arma ao serviço da Igreja católica. Desde Madrid Rubens escreveu em 1628 a um amigo: “Aqui me dedico a pintura, como faço em todas as partes, e fiz um retrato equestre de Sua Majestade, que lhe agradaram muito.

É verdade que a pintura se delicia extremamente, e na minha opinião esse príncipe está dotado de excelentes qualidades. Imediatamente procedeu-se a decorar a Torre da Estação. ] As paisagens, vistas de sites reais, se encarregaram desta vez pintores espanhóis (José Leonardo, Félix Castelo e outros), e Velázquez contribuiu com os filósofos Esopo e Menipo e o retrato de Marte. O velho Alcázar também viu notavelmente aumentada a sua colecção de pintura.

  • Reciclados, reutilizados, reinventa
  • “Lagenaria” não domesticadas
  • 19 outubro 2014 | 21:49
  • 3 Municípios mais populosos
  • AA.VV., Antologia da poesia italiana, ed. C. Segre e C. Ossola. Turim, Einaudi, 1997
  • 2 Parques e praças
  • As cabanas do País Basco, Lisboa

] procedeu-Se também a uma reordenação de seus fundos, com a participação de Velázquez, dando prioridade aos critérios estéticos. ] Para concluir esta série de remodelações partiu Velázquez à Itália, em 1648, com o encargo de comprar estátuas e contratar um especialista em pintura a fresco, feito sob encomenda que finalmente recaiu no Angelo Michele Colonna e Agostino Mitelli.

Dentro do patrocínio cortesão, devem ser considerados também os cenários escenográficos. Para as representações teatrais do Bom Retiro foi trazido aos engenheiros italianos Cosme Lotti e Baccio do Bianco, que introduziram as tramoyas e os jogos de mutações da toscana. As decorações efémeras de fachadas e arcos triunfais em ocasiões festivas, patrocinadas por prefeituras ou por guildas, constituíram outra fonte de encomendas de pintura principalmente profana. Quanto à clientela privada é difícil fazer generalizações, à vista dos dados disponíveis. ] Excepcional foi a coleção do novo almirante, João Gaspar Henriques de Cabrera, protetor de João Alfaro, pela ordenação quase museal de seus fundos.

Seus quadros são organizadas em salas temáticas dedicadas aos países, as naturezas-mortas e as marinhas, ao lado de outras consagradas aos grandes mestres: Rubens, Rafael, Bassano, Ribera e Pedro de Orrente, cada um com a sua própria peça separada. Tampouco extrair conclusões gerais no que se refere a outras classes sociais, ante a ausência de estudos globais.

] Os esforços de Velázquez, por ser admitido na Ordem de Santiago buscavam também esse reconhecimento social. Muitos tratados teóricos desta época, além de fornecer dados biográficos sobre os artistas, representavam um esforço por dar maior dignidade à profissão. Os grêmios, às vezes dominados por doradores, e as oficinas onde se formavam os artistas, no entanto, agiram muitas vezes em sentido contrário. Também era contrária à dignidade da pintura, a juízo do Palomino, o costume de os pintores clássicos de ter uma loja aberta, como era usual entre os artesãos.

A iniciação profissional, muito cedo, não favorecia a formação intelectual, sendo poucos os artistas que mostraram uma genuína preocupação cultural. Entre as exceções, Francisco Pacheco, o mestre de Velázquez, procurou sempre se cercar de intelectuais com os quais se carteaba. Também Diego Valentim Díaz em Campinas tinha uma biblioteca de 576 volumes (145 Velázquez), mas algumas outras bibliotecas eram francamente modestas e até podiam não dispor de nenhum livro.

Após o Concílio de Trento, a igreja tratou de impor padrões morais mais rígidas em questões de sexualidade. Estes preconceito contra o nu se mudaram para os pintores, com incidência na sua formação. Entretanto, em meados do século generalizaron as academias, que para promover o estudo com modelo vivo, sempre do sexo masculino.

Para Francisco Pacheco o fim principal da pintura era persuadir os homens a piedade e levá-los a Deus. Daí o aspecto realista que aprova a pintura religiosa da primeira metade do século e a rápida aceitação das correntes naturalistas, ao permitir que o fiel se sentir fazendo parte do fato representado.

Joana

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