Enfeites Que Perduram

Enfeites Que Perduram

Salvador Cardús, decano da faculdade de Ciencies Políticas e Sociologia da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB). Isso se aprecia a boa saúde do belém, que se torna um oco, mesmo nos lares mais secularizados, especialmente se houver crianças no meio. A ancestral dialética entre o belém, apreciado como expressão cultural autóctone, e a árvore de Natal, visto como colonização cultural estrangeira, parece superada há muito tempo.

As mais das vezes, em apartamentos que careciam de espaço, as famílias colocam o belém debaixo de uma árvore, e santas páscoa. Nos últimos anos, além disso, a árvore de Natal foi incorporado a seus pés a um novo inquilino, o parentesco, – se assim uma peça decorativa. A consciência ambiental também deixou a impressão no modo de decorar as casas nestas datas.

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  5. 1822, Lettre à M. Dacier relative à l’alphabet des hiéroglyphes phonétiques
  6. Tons claros e escuros

A maioria dos Municípios instalados cercados onde deixar os abetos após as festas, para reciclar. Naqueles tempos, essas práticas, talvez, poderiam ser medianamente sustentáveis; agora não. O azevinho, arbusto de frutos vermelhos e folhas espinhosas típico de ornamentação de natal, é uma espécie protegida que se pode pegar apenas em certas zonas, como em Soria. Isso foi pesada, e provocou um menor uso. Diego Martinez, de 56 anos, que há cinco ultrapassou a seu filho Xavier, o posto de abetos Els Martinez na Fira de Santa Llúcia.

Assim, chegou-se à quarta geração de uma família especialista em árvores de natal, que conhece bem a evolução dos gostos de seus clientes. A clientela foi se adaptando a essas mudanças, assim como os amantes do design optam agora por árvores esquemáticos ou minimalistas. Para embelezar os abetos -sejam naturais ou de plástico-, o vermelho, o dourado, e um pouco de prata, tanto em esferas como em espumillón, sobrevivem as modas. Vai mudando, isso sim, a sua aparência e qualidade, pois a produção em massa de decorações de natal na China supõe dura concorrência com a produção local. Às vezes, vão em busca de artigos não tão comuns.

Vitória Martínez e Ginés Navarro, que produzem e vendem enfeites de natal há trinta anos, se queixam da falta de fabricação de Reis Magos. Outras famílias se levam recheios em grandes armazéns e lojas de jardinagem ou de cozinha, onde as guirlandas são, talvez, também made in China, mas de qualidade superior às que são vendidos em lojas de chineses. Um caso claro são os bonecos de Papai Noel pendurado na varanda como se escalaran, uma praga de há três anos, para alegria de especialistas, começa a enviar. Os gostos decorativos natalinos ganham a sensatez.

diz-Se que o Cardeal de Richelieu (1585-1642), que viu o nascimento do Barroco chegou a ter mais de 48 camas, que com o tempo foram-se substituindo por sofás e divãs. É no século XVIII, quando o quarto começa a deixar de ser menos um lugar de reunião e mais uma estadia discreta em que Ai está o gérmen de valores tão preciosos como os de intimidade e conforto. A Revolução Industrial e as inovações tecnológicas do final do século XVIII e do XIX, tiveram também muito o que ver em que os quartos sejam como são. Até esse momento, as camas eram grandes armações artesanais de madeira.

A partir de então, começam a fabricar camas de metal -muito mais baratas – e tecer roupas de cama de algodão, até então inexistente. Estas primeiras lençóis, conta Zabalbeascoa em Tudo sobre a casa está fervendo para matar percevejos, “o que foi fundamental para a melhoria da higiene no quarto”.

A produção em série deu a passo para casas mais confortáveis e económicos, impensáveis de conceber dois séculos antes. Também, já entrado o século XX, mais pequenas e, como em um ciclo histórico, multifuncionais, em que há computador, tv. Há um século, tomar um banho de água quente quase entroncaba com a ficção científica.

Joana

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