Edifício Academia Da Imaculada

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Os três andares superiores ficam separadas compositivamente, já que a primeira é mais autônoma e a segunda e a terceira estão intencionalmente unificadas. Isso reforça a função da planta como principal, iniciando uma grande varanda corrido de contorno muito perfilamento e bordas grossas, que anuncia já com a sua forma as tendências modernistas de forma e ornamentação. A planta segunda inicia o tema do remate superior por meio de uma varanda corrido, de forma semelhante ao de andar, embora de menor dimensão. É necessário mencionar também os balaústres da varanda, formados por um leve e primoroso desenho modernista, realizado com uma grossa placa de ferro forjado, rematado com peças cilíndricas, do mesmo material. A varanda superior, apoia-se em uma enorme mísula central de pedra constituída por motivo floral liberty, finamente trabalhado.

No túmulo de Tutankhamon foram encontrados diversos móveis de uso pessoal do faraó, de grande qualidade artística. As principais tipologias costumavam ser: escabeles, um cofre com capacidade para objetos preciosos, mesas de um pé (monopodium), camas com pés em forma de animais diversos (toro, chacal, leão), etc., Na Grécia, faziam móveis com ébano, marfim, prata e ouro, conforme descrito na fabricação da cama de Ulisses na Odisséia (1. XXIII).

Entre suas principais realizações encontramos: escabeles, cadeiras de encosto inclinado sem braços (klismos), camas de tabelas colocadas sobre cavaletes, caixas ambivalentes, que serviam como um contêiner de objetos de lugar, etc., da Roma Antiga, destaca-se o triclinium —de origem etrusca—, cama onde os romanos se recostaban a comer. Na época imperial se deram móveis com decoração helenística de grande luxo, com pernas de mármore em forma de leões, torneiras, esfinges e outros animais, muitas vezes, com ornamentos de bronze. Durante a Idade Média, predominou a simplicidade e severidade, como correspondia à nova religião preponderante, o cristianismo, que propugnava a pobreza e a austeridade.

nos mosteiros nasceu o ambiente de trabalho, mesa com portinholas e prateleiras, com palco e prateleira para livros. Proliferaram os depósitos, que serviam para guardar roupas e, de cada vez, como assento. As camas ganharam em altura e se isolaram do solo, frequentemente decorados com baldaquinos com cortinas. As mesas (mensae) eram longas e apoiadas em tripés.

  1. 3 Artes cênicas
  2. Escolha o seu Estilo
  3. 1 Restos humanos
  4. 1 Resumo histórico
  5. H. Honour, Federici (traduttore), Neoclassicismo, Turim, Einaudi, 1980
  6. 5 Arquitetos da basílica
  7. 15 VERSÕES ESPECIAIS

As cadeiras eram dobráveis com as pernas curvadas (faldistorium). No gótico tornou-se moda uma decoração inspirada na arquitetura das catedrais, com ogivas, rosetas e janelas polilobuladas. Cabe destacar, igualmente, nesta época, a riqueza decorativa desenvolvida nas sillerías dos coros de catedrais e mosteiros. No século XVII, surgiu o armário placado ou madeira compensada: sobre uma estrutura de madeira mole (abeto, chopo, álamo), foram colocados finas lâminas de madeiras preciosas.

Bom exemplo é o mobiliário do palácio Pitti de Florença, com incrustações de pedras e mármores policromos. Em finais do século, desenvolveu-se nos Países Baixos, a técnica do revestimento, finas placas de madeira empelechada que formam uma madeira incrustada decorativa, chamada de oficina. Esta técnica se difundiu graças ao aumento do comércio transoceânico, que permitiu a chegada de madeiras exóticas, como o amaranto, o mogno, o sicomoro, etc., Os móveis barrocos foram caracterizados por superfícies onduladas, côncavas e convexas, com volutas e diversos motivos, como cartelas e conchas. No século XVIII, foram introduzidas as aplicações de bronze dourado ao mercúrio na decoração de embutidos.

Destacou especialmente a obra de Thomas Chippendale, que deu origem ao chamado “estilo Chippendale” (segunda metade do século XVIII), caracterizado pelo ecletismo, com mistura de elementos góticos, rococó, palladianos e chinescos. Era um mobiliário em madeiras exóticas, como o mogno, decorados com incrustações de outras madeiras ou com encaixes de bronze dourado. Os motivos decorativos eram de diversa procedência, a partir das ogivas e rosáceas góticas até as máscaras e conchas rococó, passando por razões chinescos como pagodes e aves.

As cadeiras e poltronas estavam revestidos de veludo ou brocado de seda, enquanto que as camas eram com dossel e cabeceiras esculpidos. Em contraposição, o estilo Biedermeier alemão apresentou um projeto mais prático e confortável, de linhas simples e caseiros. Cobra-Se predileção pelas madeiras claras como a da cerejeira, com ornamentos sóbrios como palmetas e vitrais.

As cadeiras e sofás são acolchoados e com encosto curvo. Seus principais expoentes foram Josef Danhauser, Johann Nepomuk Geyer e Michael Thonet. O estilo Império e o Biedermeier influenciaram o isabelino português e o vitoriano inglês, ambos de ar burguês, dedicados ao luxo e a ostentação, embora sem renunciar ao conforto e a funcionalidade. Um dos fatores que propiciam a rápida difusão do design modernista foi o grande aumento dos meios de comunicação no século XIX, junto à realização de eventos especiais, como as exposições universais.

No século XX, a marcenaria teve uma rápida evolução, marcada pelo uso de novos materiais e tecnologias mais avançadas, e com uma clara aposta no design como base criadora. Outro grande avanço ocorreu com a escola da Bauhaus, que em frente à excessiva ornamentação do art déco introduziu um conceito de design mais racional e funcional, mais adaptado às necessidades reais das pessoas.

Joana

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