Duas Refeições Em Santarém, Portugal

Duas Refeições Em Santarém, Portugal

Segue avançando a cozinha portuguesa. A muito bom ritmo. No post anterior, que dediquei ao número um, bel canto, falava de várias almoços e jantares muito interessantes. Duas delas, as mais surpreendentes, em Santarém, uma cidade histórica, localizada às margens do Tejo, a cerca de 60 quilômetros ao norte de Lisboa.

E dois jantares na capital, em dois estabelecimentos novos, mas muito diferentes entre si. Aqui resumimos brevemente as duas refeições. TABERNA BALCAO (Rua Pedro de Santarém, 73). Recebeu vários prêmios este ano e aparece muito destaque no bom guia de restaurantes do jornal Expresso. E com todo merecimento.

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  • Hacienda Zorita Natural Reserve
  • você pegará a casca de laranja em forma de tira
  • Vaso com pinças de pendurar a roupa
  • área do tecido (nádegas, coxas e genitais) é vermelha e inflamada
  • 2 Ciclo de vida
  • Ràfols, J. F. “Puig i Cadafalch”. Quaderns d’arquitectura i economia, maio de 1981

Rodrigo Castelo, farmacêutico transformado cozinheiro, está à frente desta taberna com uma decoração muito tradicional (foto que encabeça o post)e a cozinha aberta para a sala de jantar. Gostei muito da cozinha do Castelo, especialmente a sua aposta por dois produtos muito importantes na zona de Santarém: os peixes de água doce do Tejo e as carnes de touro.

O faz sobre a base de receita tradicionais que atualiza com acerto. Esta é a região mais taurina de Portugal e o chef aproveita o potencial destes animais bravos. Por exemplo, a língua ou o chouriço de touro, que se servem como aperitivos, junto a alguns queijos da região, e que são muito bons, principalmente a primeira. De touro nós testaremos também, ao final do menu, um super rabo com colmenillas e um conseguiu purê de batata, e uma “mista ribatejana”, que combina carne de touro (costeleta de fileteada, a brasa, perfeita do ponto) com outra de porco.

Mas onde mais parece a Taberna Balcao é com os peixes de água doce. A cereja no topo desta série a colocar um prato de lampreia. Eu não sabia que estes peixes também remontam o Tejo e que são consumidos nesta área. A preparam em cabidela, que é uma tradicional receita de arroz com frango e galinha e do seu sangue. Castelo substitui o arroz por cevada e o frango a lampreia e lhe traz toques cítricos para refrescar. Uma forma de comê-los, muito diferente de todas as que havia experimentado até agora, que são muitas, já que, como sabem sou um entusiasta deste peixe.

Três sobremesas, entre os quais sobressaiu o “café das velhas”, que recupera uma elaboração tradicional. E com eles, um vinho fortificado que tirou especialmente Castelo Rodrigo: Quinta Lagoalva de Cima, de 1964. Uma jóia que a adega reserva apenas para a família e amigos. Com a comida tinha testado outros vinhos, com especial destaque para dois brancos: Quinta da Alorna 2015 e Casa de Santar Vinha dois Amores 2014, um magnífico encruzado do Dao (já sabem que são os meus favoritos em Portugal). Muito bem nesta casa.

DOÏS PETISCOS (Perto da Mecheira, 20). João Correia é um jovem cozinheiro que esteve vários anos com Sergi Arola, o primeiro lugar em seu restaurante Penha Longa, em Cascais, e, em seguida, em Barcelona, o hotel Arts. Depois disso passou um ano no Pakta de Albert Adriá antes de regressar a Portugal para abrir, junto com sua mulher, Margarida Rosa, que ele conheceu em Barcelona, esta pequena taverna de petiscos (tapas). A ideia era afastar-se da alta cozinha e concentrar-se em uma cozinha mais simples em que as tapas que ele descobriu na etapa de barcelona ganham grande importância.

Doïs Petiscos é um espaço informal, moderno, com uma breve carta, em que quase tudo é servido nesse formato tampa. Operações de complemento de fabrico simples, nunca mais de três ingredientes, inteligentes e baseadas na boa técnica de João. Levou-Me lá meu amigo Nuno Leitão, que é cliente habitual da casa. O que testamos, eu particularmente gostei da peculiar versão de camarão ao alho.

Use manteiga em lugar de azeite, e uma bisque dos mesmos crustáceos. O resultado é muito bom, não tanto em camarões, um pouco fora de ponto, como em um molho que convida a molhar muito pão. Bem umas vieiras braseadas com purê de couve-flor e feijão, corretas as croquetes de vitela apresentadas sobre o curry, e perfeitamente frito um queijo de cabra panado.

Outro acerto o polvo salteado (usa polvo da Galiza) com grelos e batata laranja do Algarve. Eu gostei muito também o roast beef que ahúman no próprio restaurante. E para terminar um lombo ao fígado com cebola. Me conta João, que esta era uma de suas capas favoritas em Barcelona, ia levá-la para O Copo de Ouro, em Barceloneta. De sobremesa eu peço a paulova com morango, doce demais e um tanto dura. Em qualquer caso, muito boa impressão geral.

Joana

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