A Iluminação Dos Duros

A Iluminação Dos Duros

Já o advertimos no seu dia. Até que não deshicieran pouco a pouco aquela forma de celebrar o Natal na rua, não iam parar. E o conseguiram. A esquerda é assim. A direita segurando o arranha-céu do outro, quando chega ao poder… enquanto os outros apagam toda a impressão que isso possa parecer ao adversário.

Qualquer desculpa é válida, começando pela segurança. Do resto se encarregam os designers de um Natal laica, insípida como a merenda galletera do avô no meio da tarde. O eixo que meio se salva é o novo cardo máximo da cidade, o que vai desde a Porta Jerez até o Sino. A árvore luminosa e patrocinado, com pinta de capirote gigante, serve de pórtico latejando junto à fonte da deusa Híspalis. O primeiro trecho da Avenida parece curto. Você tem que esperar ao cernudiano magnólia que se situa no canto que começaram a lavrar a loucura da Catedral.

Depois de passar os já tradicionais postos de Nascimentos que encobrem, de mais um ano, os monumentos por que somos patrimônio da humanidade, os painéis suspensos. De catálogo. Este ano, em Sevilha, e o ano que vem em Castellón de la Plana. Ou vice-versa. O branco e o dourado lhe dão, ao menos, um toque de certa elegância.

Círculos e estrelas. Sem que ninguém o tenha dito, a iluminação deste ano não comemora o que aconteceu há dois milênios em Belém, mas a primeira circum-navegação da Terra. Homenagem a Juan Sebastián Elcano. Círculos, estrelas e esferas que são colocadas na praça de San Francisco para que surja a centelha de guasa anônima, que é a melhor.

  • 100 gramas de cenoura ralada
  • 15 Outras construções romanas ainda visíveis
  • Grupo Montana
  • 1 Pintura 1.1 Miguel Cabrera

Dom Francisco, se as bolas são assim, Quando se acreditava que o tinha visto de tudo em Sevilha, uma música estridente, entra na praça. As bolas começam a piscar, como se fossem aquelas árvores de Natal que se iluminam com o intermitente de nossa infância. Música que não tem nada a ver com a festa. Passada de volume. O show que o vendedor municipal de fumaça cultural nos quis meter como tal, não é mais do que um patético ligar e desligar as bolas. O vocábulo é curto.

Fazer semelhante pamplina diante da fachada que apresenta o melhor plateresco da Espanha renascentista deve ser objecto de sanção por algum observatório da estética. Em Sierpes seguem as bolas. Nos meteu em um embolado, como as bullas que se formam durante estes dias. Bullas surrealistas, compostas por pessoas que vai de nenhum lugar a lugar nenhum. Ou de nenhum lugar a lugar nenhum. Em el Salvador, uma decoração simples, neutra, simpático, dourada, sem a horterada do ano passado. Cortita como uma meia ração quando o bar está até a bola.

Sempre a bola, incluindo a que leva o estoque de conta junto à empunhadura. Hotéis cheios. Algo há que viver, diz o sevilhano, que encolhe os homens e de carteira: resta um mês para Reis, e em seguida, vem a custa de janeiro que ainda não é moeda. Se curto é a iluminação da área nobre, imaginem das ruas adjacentes, como diziam os locutores de antanho. Lasso de la Vega é um varal de meias distribuição de ração.

Orfila, uma sopa aguada de estrelas. Em San Lorenzo, a única luz é a do Cisquero. O Duque, uma sombra do que foi aquela praça de palácios: no canto do edifício que ainda se conhece com o nome de os sindicatos sobrevive de um meia com a inevitável bola.

Joana

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