Syracuse Abaixo De Zero

Syracuse Abaixo De Zero

A cidade de Syracuse é neve e temperaturas polares. Você pode se apaixonar perdidamente do frio. O frio é real. Em Syracuse há 23 graus abaixo de zero e um do meio-dia. À noite cai para 31 graus abaixo de zero. Fortaleza está localizada no Estado de Nova York. Há uma cantina italiana no centro, onde eu como uma torta de manteiga e bolo e tomar um café com calda de avelã.

eu Tenho que ler poemas em duas universidades, a de Syracuse e de Le Moyne. LOU REED ESTUDOU LITERATURA INGLESA na Universidade de Syracuse, nos anos sessenta. Deu aulas o poeta Delmore Schwartz, um homem negro, alcoólatra impenitente, muito pouco ou nada lido em Portugal. Mas, nos anos sessenta Delmore era um escritor importante, louvado por T. S. Eliot e Ezra Pound e toda a pena. Delmore era um poeta reconhecido e Lou Reed, um pirralho, um jovem indignado. Se lhes viu muito juntos, nas tabernas de Syracuse.

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Delmore sempre estava nos bares do downtown. Tinha fama de ser um excelente conversador. A gente queria falar com ele. Lou Reed foi fiel à memória de Delmore. Agora se a gente conhece a Delmore Schwartz foi por ter sido professor de escrita criativa do fundador da Velvet Underground. Os alunos da Escola preparam uma homenagem ao lendário músico para o mês de março. Pergunto o registro acadêmico de Lou Reed, gostaria de saber o que tirava notas, e se é que aprovava alguma coisa, mas por ser a Universidade de Syracuse privada, essa informação é confidencial e pertence à família.

Eu queria saber se Delmore colocou notável de Lou Reed, mas o mesmo foi suspenso. Toda a vida se passou Lou falando de Delmore, com devoção e admiração e mistério e carinho e fervor, e imagine que aprendemos que Delmore lhe suspendeu. HÁ MAIS SOMBRAS VENERÁVEIS EM SYRACUSE.

Aqui viveu uma longa temporada, David Foster Wallace, o grande escritor do lenço branco; e em Syracuse escreveu A piada infinita. Imagino que Foster Wallace pasearía com o seu lenço branco na cabeça pelas ruas de Siracusa. Foster Wallace usava um lenço branco, modelo Mishima, no plano samurai americano, tentando que o seu cérebro não arder em mil pedaços e, no final, explodiu. Esse lenço era um sinal de que Foster Wallace se sentia infinitamente só. O lenço, que, em princípio, tinha que fazer um trabalho de contenção saudável, o que ele fez foi estrujar seu cérebro até a explosão final.

Que também viveu em Syracuse foi Prêmio Nobel de Literatura, Toni Morrison. Uma mulher angelical. Vejo fotos de Toni enquadradas em um bar: aquela beleza negra, grande, maciça, inesperado. Toni Morrison e Delmore Schwartz ou Lou Reed e Toni Morrison, podiam ter sido vizinhos. Toni Morrison esteve em Syracuse, em 64, ou seja, que poderia muito bem corresponder lá com Delmore e Lou Reed, e tomar uma bebida juntos e conversar sobre Shakespeare. Aqueles QUE SEMPRE VIVERAM AQUI foram os índios Onondaga.

Não sei como demônios deviam passar os invernos, como aguentava um índio nativo a 30 graus abaixo de zero. Bom, é a força da vida, que servimos todos. A grandeza deste país é essa: a força da vida. Ninguém aqui nega a vida, o seu poder. Uma estudante de português, afro-americana, pergunta-me, no colóquio que segue à minha palestra, através da Geração de 27. Eu espero que cite a Federico García Lorca, mas não o faz.

Joana

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