Srebrenica Ou Algo Mais Global?

Srebrenica Ou Algo Mais Global?

Só depois do terceiro timbrazo, nem um segundo a mais nem menos, da hora marcada, uma voz frente da profundidade do interfone. Uma porta aberta. No salão, a solidão espessa de uma casa desabitada; apenas povoada de inquietantes rostos dieciochescos, paisagens naturalistas e um meandering de objetos, todos muito antigos e, no entanto, gelados.

a ela, nem rastro. Ou apenas um leve agitação atrás de outra porta à direita do carteador, que bem poderia ser a sua alcova. Efectivamente, ao cabo de alguns minutos de longo silêncio, aquela porta se abre e aparece ela: de um branco acostumado no seu vestir. Por trás de todo o parapeito, surge uma mulher que se esforça para ser gentil, meiga mesmo, e no entanto é estranha.

A mulher estranha que corresponde a sua vida estranha, e pergunta: “você Quer alguma coisa de tomar?” (beber), com sotaque americano, embora o tempo esqueça o seu idioma e seu cérebro se obstine em enviar mensagens em inglês. É uma mulher envelhecida, depois de seis anos de viagem contínuo ao inferno da Terra: Bósnia, Kosovo, Albânia. Sua vida desperdigada entre o inferno, Londres, américa Central, Nova York: “Vivo em uma mala de viagem”.

Anda desajeitado com os pés virados para dentro, arrastando seus quadris, flangeadas. Há também algo raro em sua vista, perdida de tanto olhar e observar tanto dano, talvez. De certeza que a Rosa Branca Peres Mora (Manágua, 1950) gostaria de ser normal, e parece que o tentar: toda a sua vida sobrevivendo ao machismo e à fama.

Mas há anos que perdeu para sempre a sua oportunidade. Foi precisamente no dia em que conheceu sua majestade satânica Mick Jagger. Pergunta.-Vai lhe trazer lembranças, então. Resposta.-Sinceramente, espero que não. P.–Senhora Jagger, está convencida de que as mulheres mudaremos o mundo? R.-Sim, se nos dessem a oportunidade. Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um estudo sobre a condição da mulher.

Não me surpreendeu, simplesmente constatei que continuamos a ser discriminados, não só no Terceiro Mundo. Não temos uma situação de igualdade. No trabalho, na sociedade, os parâmetros que lhe pedem uma mulher são muito mais exigentes. P.-você gosta de política que estão fazendo as mulheres, em geral, ou crie pelo contrário, que imita a dos homens? R.-É tão difícil para as mulheres ser eficazes, que algumas se confundem e acreditam que têm que imitar os homens e ser duros, o que é um erro. Podemos fazer muito mais do ponto de vista da mulher.

P.-No atual estado de coisas, o R.-O problema de ser político hoje é que é praticamente impossível ter sucesso sem comprometer a sua integridade. Em qualquer âmbito, hoje, é muito difícil ser fiel aos seus princípios, mesmo em ONGs, há tanta burocracia, tanta dependência das ajudas económicas, que sempre condicionam.

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P.-quantos filhos você salvou na Bósnia? R.-Evacuamos a 22 crianças. R.-Eu não uso a palavra feminista, porque, para alguns, tem um aspecto negativo. Mas sim, aconteceu quando eu era menina, vendo a discriminação que minha mãe sofria após seu divórcio, na Nicarágua, um país muito conservador, muito católico: me dei conta de que o mundo era diferente para homens e mulheres.

P.-O Que lembra do seu pai? R.-lembro-me com muita ternura e emoção, eu quis muito. Já faleceu. Mas, de certa forma, era o estereótipo de bom moço, muito atraente e sedutora. As crianças têm uma dicotomia, ver o pai por um lado e por outro, a mãe, e tenta não julgar a sua relação.

Joana

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