Perfeição: Um Caminho, Uma Meta

Perfeição: Um Caminho, Uma Meta

Um simples “Olá”, escrito e falado – na tela de um computador é o que separava uma boa apresentação de outra perfeita. Um simples “Oi” é o que Steve Jobs -fundador da Apple – sabia que levaria o público ao êxtase no pôr-do-longo do computador pessoal que, em poucos meses, revolucionaria o mundo das comunicações. A perfeição pode jorrar de uma simples palavra pronunciada no tempo, ou em uma emoção, em um instante, em uma empresa, em uma música, um cheiro ou sabor. A perfeição, para muitos tem nome de mulher ou de homem. Está em gozo de todas as pequenas e extraordinárias coisas.

Uma refeição perfeita não depende dos alimentos, mas da empresa. Provavelmente as sobremesas mais memoráveis, as noites inesquecíveis, não tenham ocorrido em mesas michelin, mas em bancos públicos ou em tapetes de grama -com o vinho derramado e a omelete cheia de formigas-. Os sorrisos quase sempre ensinam defeitos, mas são perfeitas dose de alegria. Uma cama bem feita não é mais perfeita que a outra destruída, cheia de dobras, de recordações, de pausas e prazeres.

  • Assume o papel de pergaminho e escreve-se a expressão seguinte
  • Mantenha uma certa distância para te desejar
  • Descubra sutilmente o seu estado civil actual
  • Uma das tomadas de apresentação da caverna foi modificada
  • 1 Escrita e a numeração
  • Para ver o que sinto
  • 2001: The Man Who quem, em quatro anos

A perfeição não é a meta, é o caminho. Entre outras razões porque é inatingível; é a cenoura que perseguir, as estrelas que contemplar o horizonte que conquistar. Mas, se o fazemos da vida uma busca incessante desse prêmio, a perfeição estará quase a tiro. A perseguição da perfeição é a esperança de encontrar algo inquilino, mas encontrar esse objetivo nos abocaría ao desespero, pois não teríamos meta que perseguir. Se esse propósito nos obsessão e nos prejudica na vida, é que não é perfeito.

Se o caminho não traz a felicidade, é que não é o caminho certo. A perfeição, em si mesma, pode resultar em esforço e sacrifício, mas não é amargura. A beleza, por exemplo, distingue-se como tal, por comparação com a “beleza não”, com a feiúra. A perfeição é contrária à beleza máxima.

Algo de belo costuma ser imperfeito, pois são essas imperfeições que o tornam extraordinário. Procuramos, valorizamos e pagamos mais dinheiro para o imperfeito. Poucas coisas são mais perfeitas que os defeitos de algo feito a mão, algo de único e irrepetível. Buscamos esse defeito, para lhe dar mais valor. Um produto feito com uma máquina é perfeito, portanto, menos valioso.

O defeito mola e o enrugamento é bela. A beleza está nos rostos deformados do cubismo ou nas manchas amorfas do expressionismo abstrato. Tudo isso aberrante, do ponto de vista da perfeição. Os quadros mais famosos são perfeitamente imperfeitos; mesmo o hiper-realismo mais intrigante e atraente é o que recorre a representar fielmente cantos do cotidiano desagradáveis, com frames, por vezes, de descarte.

Quando algo é muito perfeito deixa de interessar. Alguém que tem muita sorte é odioso. O tempo, mesmo, há transformar o ideal em anódina. Ou, porventura, não nos lembramos de objetos ou experiências sublimes que com os anos valorizamos como erros ou mediocridades. O momento faz com que a mesma coisa aconteça de ser excelente para ser repudiada.

São muitos os elementos que intervêm na sublimação do evento. Tantos que às vezes parece milagroso que existam. E qual é a pátina, o filtro, o que torna a vulgaridade em perfeição? O amor é a perfeição, pois torna belo o que toca. É perfeito. Pode ser que o estado de paixão seja o mais claro exemplo de estado de perfeição. A perfeição está em mim, presume-se erroneamente. Tudo o que faço é bem feito, eu sempre tenho razão e os meus argumentos e as minhas ações são as melhores possíveis. Minha vida, minha família e meus desejos são perfeitos. Eu tenho estilo, eu gosto, eu tenho claras minhas decisões.

Joana

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