Ônibus Estresse, A Ansiedade Matinal De Todos Os DíasEl Tremendismo Da Vida

Ônibus Estresse, A Ansiedade Matinal De Todos Os DíasEl Tremendismo Da Vida

O paseante noturno liga a noite com o dia. Para trás fica a noite urbana, com suas mil mistérios. Recém-desperta e iluminada, a cidade de Barcelona começa a murmurar, são sete da manhã, tomo um café, eu fumo quatro cigarros seguidos; expectoro. Um dia destes tenho de deixar o tabaco, que entra nos meus pulmões, como o óxido faz com o metal. A luz elétrica da cidade está desligando-se para deixar passar a ele morno e tímido sol cohibido do outono.

Observo como os cidadãos de cumprimento obrigatório, acostumados a acordar cedo de sua rotina diária, vão caminho de seus trabalhos. Os que têm trabalho, têm ainda de uma grande ou pequena virtude e, outros, que querem deixar de ser empregados para passar a ser reformados em perspectiva. O ônibus chega tarde, mais tarde do que marcava o furtivo e informador. Vem cheio, você tem que viajar de pé e estoicamente. Uma senhora com o para carrinho do bebê, empurra por trás das pernas dos que vão subindo a entrada para o mañero ônibus.

Dentro do cesto, a criança apretujado e produtos de charcutaria, viaja como atordoado e ensoñado. Se lhe ocorrer a dar-lhe o peito da mãe agora, se produziria uma revolta popular difícil de controlar. Gregariamente, vamos todos juntos no ônibus mañanero, preparados em um ambiente estreito e apertados como anchova enlatados.

O movimento desajustadas da cabine do ônibus desestabiliza e maré até os pensamentos mais de manhã. Pela janela você vê o dia como se vai vestindo de cinza, parece que vai chover. Os rostos continuam imperturbavelmente sérios. Ouve-Se o som de pedido de paragem. Um opulento senhor empurra para uma senhora mais bem bajita e miúda, porque o homem quer sair e está pronto para arrasar como a Neblina.

  • Por que as histórias futuristas que sempre se mostrou um futuro que jamais existirá
  • JuanACMPF (discussão) 03:41 9 fev 2018 (UTC)
  • Te conheci quando menos esperava, mas você veio a mim quando mais se precisava
  • Por que se sou atraente, não me presta muita atenção
  • Meu lugar favorito é quando eu estou com você
  • 2 Pontos (Phoenix)

Uma estudante universitária, com decote generoso, é observada por um par de homens voyeurs que não encobrem seu espectro olhar. O motorista do ônibus leva o pôr uns óculos de sol, mesmo que o dia esteja nublado; de igual, o homem não gostaria de ver o ambiente que envolve sua aurora. Se dilata à vista um assento livre e todos querem o seu trono, parece uma montaria, uma corrida para o desespero, cotoveladas no vento para conquistar o sóbrio assento.

O marcador de cartões obtura – Vá a merda da máquina- , diz uma senhora que parece de boa formação. O percurso segue o percurso urbano, um ciclista se atravessa na frente do ônibus e o motorista tem de travar um tanto brusco, todos os passageiros o insultam, o condenam com todas as suas forças, lhe desejam mal e ruínas. O ciclista nem se inteira porque tem uns auscultadores postos na cabeça que lhe ausentan de sua feliz existência.

A chuva na cidade continua a insistir em seu papel, molhando-o caminho para as almas urbanas, a submissão do cidadão parece não ter limites, mas não detém as suas ansiedades nem resolve seus problemas. É só um dia mais, um dia a seguiu como um ritual, como uma cerimônia de apatia do dia-a-dia, do desdém que corroem os baixos salários que não chegam a terminar o mês.

Enquanto isso, pensam que em breve; dentro de quatro dias, chegará o almejado fim-de-semana, que é o espaço onde descansam e outros continuam em queda existência. Especialmente a fêmea, que costuma ter esse duplo papel de mulher trabalhadora e servil, discutível papel como injusta tarefa de conservação da casa.

Joana

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