O Homem Que Conquistou os EUA Pelo Estômago

O Homem Que Conquistou os EUA Pelo Estômago

É uma e um quarto da tarde —hora do almoço em Washington— e a metade das mesas estão vazias. Três mulheres hispânicas esperam em uma mesa. Uma china em outra. Dois afro-americanos estão se sentando. Também está entrando um homem de meia-idade, com o selo informal de Washington: uma credencial plastificada pendurado no pescoço que acredita que lhe é permitido aceder a este ou aquele prédio do governo ou empresa privada.

Assim que pediu ao asturiano que trabalhasse de chef no novo local. Hiperativo. André e Wilder parecem ter se espalhado não apenas os papéis na empresa, mas também, mesmo que suas funções perante o público. O português, vestido com uma camisa clara, é hiperativo. Não para. Não se cala. Cumprimenta todo o mundo.

  • Uma linha
  • 1 caneta esferográfica vermelha
  • a família Ulisses
  • 4 de novembro: na Colômbia é abatido Alfonso Cano, líder das FARC
  • 19-qual Foi a informação de Spínola foi determinante para que Velázquez pintasse o retrato
  • BELTRÁN Pérez, José, Oito anos entre selvagens, Mérida, Clube do livro),1970

Dá a mão para os clientes. Se há fotos com eles. E ele mesmo admite: “Não aguento mais ficar parado”. Wilder, de 46 anos -10 anos mais que Andrés— veste camisa azul com blazer da mesma cor, e é uma desculpa para ir muito formal: “É que hoje eu tenho que falar com o banco”.

André leva seis horas levantado. Sua jornada começou por volta das sete da manhã, em seu chalé de Chevy Chase, uma das zonas mais exclusivas de Washington, com um pequeno-almoço familiar, à base de panquecas, um bolo típico dos EUA. Não é um café da manhã muito americano? E, em seguida, lança-se a filosofar: “Todos nós temos a tendência a levar as coisas para o nosso canto. Mas, se você examinar as coisas a fundo, vê que o que nos une é, sempre, mais do que aquilo que nos separa”. A chave de sua filosofia política está no estômago.

Familiar. O pequeno-almoço familiar é o início do dia de José Andrés. Em torno de panquecas se juntam a ele, sua mulher, Patrícia (Tichi), e suas três filhas, Carlota (7 anos), Inês (4) e Lúcia (2). “As três falam perfeitamente o português”, explica André. Sua esposa, que nasceu em Algeciras, antes trabalhava no Escritório de Representação Comercial de Portugal em Washington. Mas agora é uma dona de casa, “o que não é pouca coisa, já que, acima, me ajuda no trabalho”, explica.

O trabalho parece ser a atividade mais absorvente de José Andrés. Em uma reportagem no The New York Times, há um ano, disse que “Stephen Hawking ainda não me disse como fazer com que o dia tenha 36 horas”. Seu horário é flexível. Ou seja, nem ele mesmo sabe quando acaba sua jornada de trabalho. Mas, se está em Washington, a sua actividade profissional tem, pelo menos, uma hora e um lugar previsíveis. A hora é por volta das oito e meia da manhã.

O lugar, o Think Food Tank, o seu laboratório de ideias, culinária e empresariais. Washington é uma cidade de Think Tanks. Um Think Tank é um centro de estudos, uma espécie de escola sem alunos. O Think Food Tank está no 11 º andar de um bloco de casas de classe média-alta, e formam três apartamentos conectados.

Esse é o centro de operações dos sete restaurantes de Wilder, e André, e os livros, programas de televisão e experimentos gastronômicos do cozinheiro português. As 8.30 h., Andrés já está em Think Food Tank ao telefone. E assinando, sobretudo livros e cheques. De 9 a 11, é concentrar todas as reuniões do dia. São conversas dedicadas, como ele diz, “para buscar sinergias”. A segunda-feira 24 de abril foi dedicado, em particular, a subir preços e mudar o design das cartas de Zaytinya. O objetivo era que as pessoas consumir certas bebidas que, até agora, não estavam funcionando tão bem como se esperava.

André, a três de seus colegas: Wilder, Rubén García, um catalão passado, que leva de dois a trabalhar com ele, e seu assistente, Laura michael Trevino. Andrés. Wilder assente: “Estou completamente de acordo”. Rúben parece mais preocupado com o sabor das sementes de girassol, em surto com óleo. Televisão. Às vezes, a André, não lhe resta mais remédio que lutar com problemas de trabalho de algum dos 370 funcionários da empresa. Mas este cozinheiro o que ele gosta de verdade é “experimentar, descobrir novos pratos”.

Pois sabe que “além dos garçons, o menu é a melhor arma de vendas que você tem”. Claro que isso é muito difícil quando se tem uma empresa que dá emprego a 370 pessoas, sete restaurantes —e outro em projeto— que um bom dia, servem 5.000 refeições. Esse é o grande medo de José Andrés.

Joana

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