“Nós Votamos, Nós Decidimos. Unidos, Podemos Mudar Tudo”

“Nós Votamos, Nós Decidimos. Unidos, Podemos Mudar Tudo”

Rock e revolução. Poesia e compromisso. Patti Smith, um dos grandes ícones da cultura popular do século XX, volta os dias de hoje, com novas músicas e novo livro. Passaram os oito longos anos desde o seu anterior álbum de estúdio. Por que tanta espera? Não há nenhuma razão em particular.

Estou metida em muitas disciplinas de cada vez, e escrever canções é só uma delas. Falando de escrever músicas, eu Não sou particularmente prolífica como compositora. De fato, nem sequer me considero uma música. Simplesmente toco um pouco de guitarra, quatro ou cinco acordes, e canto. Minha faceta fundamental é a de escritora.

Como tal, foi na edição passada do Prêmio Cervantes. Como você se sente em meio a tanta solenidade? É verdade que é um ato muito acadêmico e solene, mas havia muito boa energia. E muitas crianças. O príncipe falou muito bem, não muito. Aquele foi o primeiro Cervantes sem a presença do rei.

  • Dom Roque tenta vender sua espingarda velha
  • 1 Abandonos e adições 7.3.1.1 consagra a série
  • 2007: Cyndi Chao
  • eu Sempre sonhei em estar com um herói como você
  • Eu beijo, tanto que até te faz esquecer o mundo e que se dê conta que existe o amor
  • Dom Roque usa o banheiro de Silvia e deixa-o tapado
  • 9 Por que a Patagônia
  • 9 Não sejas piegas

você tem conhecimento dos últimos acontecimentos em torno da Família Real? O que pensa da monarquia? Sim, eu conheço. O certo é que eu não sei muito das monarquias, além de contos para crianças. Mas como qualquer outra forma de governo, acho que você deve estar em contato com as pessoas e entender a sua realidade. Nicanor Parra levou o Cervantes. O que você acha de sua poesia?

O admiro muito. Acho que sabe muito bem unir a poesia, o humor e a revolução. E fazer as pessoas rir também é fazê-la pensar. Veio a Portugal várias vezes, parece se divertir aqui. Eu tenho uma relação muito estreita com Portugal. Vim em meados dos anos setenta a Barcelona, pouco depois da morte de Franco.

Foi um dos primeiros concertos de rock and roll da época, mas, mais do que um show, foi uma grande celebração. O rock and roll ainda é necessário hoje em dia? Sim, é. Há poucas formas de arte tão acessíveis, simples e diretas. Mas é verdade que hoje em dia já não são mais necessárias as grandes estrelas, porque qualquer um pode tocar e gravar a sua própria música.

Isso é algo muito saudável: a própria povo mudou o negócio musical. O note-se que, em minha juventude me chamavam a princesa do punk! Isso é triste. Te fazes maior e passas de princesa a avó (risos). Não, é brincadeira. Mas como artista eu não gosto que me chame de nenhuma forma.

Joana

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