Maria Félix, 100 Anos De “uma Mulher Com Coração De Homem”

Maria Félix, 100 Anos De “uma Mulher Com Coração De Homem”

Definem os americanos é um género cinematográfico como “maior que a vida” (bigger than life). Alguns singulares personagens conseguem forjar assim a sua biografia. Um deles, sem dúvida, é Maria Félix, a belíssima atriz mexicana, de cujo nascimento se cumprem 100 anos de 8 de abril (e doze de sua morte, na mesma data).

A partir de 1942, rolou 42 filmes: no México, com o Índio Fernández, “Apaixonada”, “Rio escondido” e “Maclovia”; ao lado de Jorge Negrete, Pedro Armendariz, Pedro Infante e Dores do Rio (“A barata”). Em Portugal, com Sáenz de Heredia e Bardem (a Menina Chole as “Sonatas” de Valle Inclán). Na França, com Jean Renoir (“French Can-Can”).

casou-Se quatro vezes; teve mais amores Para muitos deslumbrado com sua beleza. Escreveu Jean Cocteau: “É tão intensa a sua beleza que dói”. “. Recusou-Se a trabalhar em Hollywood, para não fazer os papéis da índia, que lhe ofereciam: “As índias eu faço isso no meu país. No exterior, só incorporo às rainhas”.

Se casou muito jovem, com Enrique Álvarez. Ele era muito ciumento: entravam no cinema, quando já havia começado a projeção, para que ninguém a visse; não queria ir com ela para os touros. Com ele teve seu filho Enrique Álvarez Félix, o que adorou, até sua morte, em 1996. Quando o casal se separou, o pai raptou a criança.

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De jovencilla, disse a seus amigos: “Um dia eu vou casar com esse senhor que canta tão bonito”. E quando o conheceu: “Eu vou conquistar esta noite”. Ele já tinha mais de 48 anos de idade, sua família se havia arruinado a Revolução, trabalhou como pianista num bordel: de lá tirou uma cicatriz no rosto, por um botellazo.

Se tornou popular na rádio: “eu Sou casado com um microfone”. Se apaixonou loucamente de Maria. Como presente de casamento, ele escreveu “Maria Bonita”: “Lembra-te de Acapulco, / naquelas noites, / Maria Bonita, Maria da alma”. Seu casamento com Agustín Lara foi um clamor popular. Ela defendia sua escolha: “Toda a gente o via feio. Mas, na intimidade, ganhava a qualquer um”. O casamento durou apenas um par de anos. Muitos cantores continuaram cantando o bolero. Em seu primeiro filme, “O rochedo de finados”, havia conhecido Jorge Negrete, o grande mito viril mexicano.

o primeiro encontro foi desastroso: “Eu não quero trabalhar no cinema e menos se há nele tipos tão majaderos como você”. Mas ele estava louco por ela. Casaram-Se em 1952, mas ele morreu um ano depois. Em 1956, casou-se novamente com Alex Berger, que lhe proporcionou tranquilidade e uma grande posição econômica. Viveram juntos, na França e no México, durante 18 anos, até que ele morreu.

Foi o casamento mais duradouro. Desde 1981, foi companheiro do jovem artista Antoine Tzapuff, que pintava cena indígenas. Mas houve mais homens em sua vida. Por exemplo, o ator argentino Carlos Thompson, que chegou a anunciar o seu casamento, antes de quebrar o compromisso. Ou o milionário Jorge Pasqual, que lhe enviava aviões carregados de flores (ela pedia-lhe que mudasse seus presentes por sacos de arroz e milho, para distribuí-los aos índios).

Joana

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