Edição De Sexta-Feira, 16 De Julho De 1937, Página 1

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A não 1VI.-Número 22.883 JORNAL AO SERVIÇO DE Escritório-! Pelayo. 28 – Telefone 14135 Sexta-feira, 16 de julho de DEFESA/DIVULGAÇÃO DÊ A CULTURA Quando alguém me pr&guntó, há .já munhosaños, o que era o tópico ao uso daqueles dias — consagrado .uma atividade aristocrática em esferas da cultura acessíveis apenas a uma minoria s&lecta?

“Escrever para o povo—dizia um mestre — De – seoso de escrever para o povo, aprendi de élcuanto pude, muito menos — é claro, — ‘o que ele sabe. Escrever para • elpueblo é chamar Cervant&s, na Espanha; Shakespeare, na Inglaterra; Tolstoi, na Rússia. Esel milagre dos gênios da palavra.

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Talvez algum deles o fez sem saber, sem ter-berlo deseja-do mesmo. Dia chegará em que; seja a ‘suprema aspiração do poeta. I. Por que eu me lembro desta frase de don .Jorge Manrique, sempre que vejo, folheando, diariosy revistas, os retratos de nossos milicianos? Tal vês será você, porque estes homens, não’.

“colocam ao tablerosu vida por sua lei”, se jogam essa moeda única — s! — por unacausa haunted sentida. A verdade é que todos esses milicianos parecem capitães. II.Quando uma grande cidade como Madrid em estos1 dias — vive uma ” experiência trágica,muda completamente de fisionomia,. E não é que o menino rebelde, indo, comoalgunos pensam, pode fugir ou se esconder, mas que desaparecí” — literalmente,–,-limpa, o bo-ira da tragédia humana, o que apaga o homem.

[Expressão perfeita de modestiay de orgulho! — yéste é o mais profundo sentido d.e a frase –, por muito que seja um homem, nunca terá o valor mais alto que o valor de-ser homem. Assim fala Castela, um pueblode senhores, que sempre foi desprezado ao se – ñorito. IV Quando o Cid, o Senhor, por obra de unahoittbría que os seus próprios inimigos proclamam, apercibe, em &1 velho poema, a.

F. s o mesmo, em – mas, que sofre de exílio por ter sido erguidoante o rei Afonso e a exigir, de homem para homem, que jure sobre os Evangelhos’ não dever a coroa ao fratricídio. E junto ao Ci’d,grande senhor de si. vingativos; aqueles dois señoritos felones, estampas, definitivas unaaristocracia, encanallada.. Alguém tem,apontado, com certeza, tino, que .o Poema.

Cid. é lalucha entre .uma democracia nascente .e uma aristocracia declinante. Eu diria, melhor, entrela masculinidade castelhana e o señoritismo –leonês daqueles-tempos.- . • Não faltará quem pense que as sombras; delos, genros, do,. “robledo de Co’r – pes”. • Não responderei eu tanto,• porqueno me-gustadenigrar ao adversário; Mas: eu acho, • com.

Rodrigó; acompañaa .nossos heróicos militantes ;e que no Jtii – cio’..Deus. Tudo-quanto’.há de .- pérfluoJ: “O;,Quixote”.;não prbVjene de concessões feitas como Ja cultura, e o seu:.defesa,’ ¡ ] ‘A cultura vista.desde fu&ra, como a venquienes nunca ajudaram a criá-lo, pode aparecer como um fluxo em numerário ou bens, er qual, dividida entre muitos, entre os mais, não é suficiente para enriquecer ninguém.

Joana

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